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EUA suspendem vistos de estudante por ordem de Trump

Consulados receberam ordem para interromper entrevistas e novas emissões

Por: Ana Beatriz Fernandez Martinez

27/05/202518:04Atualizado

O governo do então presidente Donald Trump determinou que todos os consulados dos Estados Unidos ao redor do mundo interrompessem temporariamente a emissão de vistos para estudantes, conforme divulgado pela agência Reuters nesta terça-feira (27).

Foto Donald Trump
Foto: Reprodução/Instagram

No Brasil, fontes do governo norte-americano confirmaram à TV Globo que os processos de concessão estão de fato suspensos. A Embaixada dos EUA já começou a orientar os estudantes a entrarem em contato com os consulados locais.

Segundo o portal Politico,  fontes ligadas à diplomacia dos EUA informaram que o país avalia adotar novas exigências no processo de solicitação desse tipo de visto, como a análise das redes sociais dos candidatos — exigência que pode se estender a todos os estrangeiros que pretendem estudar em território americano.

Enquanto essa nova política está sendo avaliada, o Departamento de Estado ordenou a suspensão temporária dos processos. Um comunicado interno foi distribuído aos consulados americanos, orientando que as entrevistas presenciais — etapa final do processo — não sejam realizadas durante esse período.

A decisão de suspender os vistos ocorre poucos dias após o governo dos EUA tentar impedir a Universidade de Harvard, uma das mais renomadas do mundo, de manter estudantes estrangeiros matriculados. A medida atingiria cerca de 7 mil alunos internacionais, o que representa aproximadamente um quarto do corpo estudantil da instituição.

Essa proibição foi anunciada na quinta-feira (23) pelo Departamento de Segurança Interna, mas foi suspensa no dia seguinte por decisão de um tribunal federal em Boston, após a universidade entrar com uma ação judicial.

Na denúncia,  Harvard afirmou que a medida poderia causar graves prejuízos à vida dos estudantes internacionais, que precisam do visto para permanecer legalmente nos Estados Unidos. A instituição também classificou a decisão como uma violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, além de infringir outras legislações federais.