Conselheiro de Trump detona Lula após críticas a ação dos EUA na Venezuela
Declaração ofensiva foi publicada nas redes sociais depois de posicionamento do presidente brasileiro
Por: Redação
05/01/2026 • 12:44
Uma declaração ofensiva de Jason Miller, um dos principais conselheiros do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom da crise diplomática envolvendo Brasil, EUA e Venezuela. O aliado do republicano reagiu publicamente às críticas feitas por Lula à ação militar norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro.
A manifestação ocorreu nas redes sociais, onde Miller compartilhou uma reportagem sobre o posicionamento do presidente brasileiro e, em tom agressivo, direcionou xingamentos a Lula, deixando explícita a insatisfação do entorno de Trump com a postura do governo brasileiro.
Segundo a publicação, o conselheiro afirmou, em tradução livre, “vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”, frase que repercutiu imediatamente no meio político e diplomático.
Críticas de Lula à ofensiva dos EUA
Horas após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, Lula divulgou uma nota oficial classificando a operação como um limite ultrapassado nas relações internacionais. Para o presidente, os bombardeios e a captura do chefe de Estado venezuelano representam uma violação grave da soberania de um país latino-americano.
No comunicado, Lula afirmou que ações militares desse tipo criam precedentes perigosos e fortalecem um cenário global marcado por instabilidade, violência e enfraquecimento do multilateralismo. O presidente também destacou que o Brasil mantém uma posição histórica de condenação ao uso da força em conflitos internacionais.
Ainda na avaliação do Palácio do Planalto, a ofensiva remete a episódios antigos de interferência externa na América Latina, colocando em risco o status da região como zona de paz.
Relação Brasil e Estados Unidos sob tensão
Nos bastidores, a fala de Jason Miller ocorre em um momento sensível da relação entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, Lula vinha tentando reaproximar os dois países após sanções impostas por Washington, movimento que chegou a resultar em recuos de Trump em temas comerciais e institucionais.
Apesar disso, a Venezuela segue como ponto de atrito. A proximidade histórica de Lula com Maduro tem sido explorada por adversários políticos no Brasil e agora volta ao centro do debate internacional, sobretudo após a captura do líder venezuelano.
No sábado, Trump confirmou que Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York, onde o ex-presidente venezuelano deverá responder a acusações de narcoterrorismo. O republicano chegou a divulgar uma imagem do chavista algemado e vendado a bordo do navio USS Iwo Jima, reforçando o tom simbólico da ofensiva.
Com a retirada de Maduro do poder, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando do país e afirmou, durante reunião do Conselho de Defesa, que a Venezuela não irá se render às pressões norte-americanas.
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