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Brasil e aliados defendem cooperação internacional em meio a tensões com os EUA

Presidentes assinaram uma carta conjunta reforçando a aliança global pela democracia

Por: Felipe Santana

21/07/202517:49Atualizado

Durante a reunião “Democracia Sempre” realizada no Chile, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Gabriel Boric (Chile), Pedro Sánchez (Espanha), Yamandú Orsi (Uruguai) e Gustavo Petro (Colômbia) reuniram para fortalecer uma frente global contra os embates geopolíticos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Eles assinaram uma carta conjunta reforçando a aliança global pela democracia e defenderam a cooperação multilateral diante de pressões externas.

Lula e presidentes
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente brasileiro apresentou preocupações sobre o uso de tarifas como instrumento político,citando ameaças recentes de Trump de aplicar taxas de até 50% como forma de pressão ou retaliação. O tema se tornou ainda mais contundente no contexto de disputa por soberania e disputas comerciais. Em conjunto com os demais líderes, Lula propôs ações coordenadas em temas como tributação de plataformas digitais, governança da inteligência artificial e regulação de big techs.

A cúpula definiu três prioridades claras: fortalecimento das instituições democráticas e do multilateralismo; combate à desinformação e transparência sobre algoritmos; e redução das desigualdades sociais como ferramenta para evitar o avanço do extremismo. A agenda também chamou atenção para a necessidade de responsabilizar plataformas digitais e executivos por violações legais em redes sociais.

O encontro foi interpretado como um movimento estratégico para consolidar uma aliança global de defesa da democracia diante de políticas unilaterais e ameaças à autonomia dos países. O discurso dos presidentes reforçou a importância de promover medidas conjuntas e garantir uma inserção internacional equilibrada, sem subordinação automática a blocos ou governos externos.