Após ação na Venezuela, Trump amplia discurso hostil contra outros países
Presidente dos EUA eleva tom contra governos da América Latina e cita Irã e Groenlândia
Por: Redação
07/01/2026 • 10:44
Após a operação militar na Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a adotar um discurso ainda mais duro contra outros países, especialmente na América Latina. As declarações reacenderam tensões diplomáticas e levantaram alertas sobre possíveis novos focos de instabilidade internacional.
O México foi um dos primeiros alvos. Trump acusou o país de falhar no combate aos cartéis de drogas e afirmou ter sugerido apoio militar ao governo mexicano, proposta que foi recusada. A presidente Cláudia Sheinbaum criticou a atuação americana na Venezuela e reiterou oposição a intervenções estrangeiras.
A Colômbia também entrou na lista. Em falas recentes, Trump atacou o presidente Gustavo Petro com declarações ofensivas, insinuando que o país poderia enfrentar medidas semelhantes às adotadas contra o governo venezuelano.
No caso de Cuba, o presidente americano descartou uma ação militar direta, mas afirmou que o país tende a entrar em colapso econômico, especialmente pela dependência do petróleo venezuelano. Já sobre o Irã, Trump voltou a ameaçar ataques caso o país avance em programas nucleares ou reprima protestos internos.
Fora do eixo latino-americano, a Groenlândia voltou ao radar da Casa Branca. Trump reafirmou interesse estratégico no território, citando sua posição geopolítica e riqueza mineral, apesar da rejeição do governo dinamarquês.
Especialistas avaliam que a retórica agressiva sinaliza uma tentativa de reafirmação de poder dos Estados Unidos, mas amplia o risco de isolamento diplomático e escalada de conflitos.
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