Zé Neto defende alianças e cobra diálogo na política baiana
Deputado fala sobre MDB, eleições e relação institucional na Bahia
Por: Marcos Flávio Nascimento
09/04/2026 • 13:37 • Atualizado
Durante entrevista ao Programa Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luis Ganem, na Itapoan FM (97,5), o deputado federal Zé Neto (PT) destacou a importância da manutenção de alianças políticas e do diálogo institucional na Bahia, especialmente em meio ao cenário pré-eleitoral.
Ao comentar a composição política e a escolha de possíveis nomes para vice, o parlamentar defendeu respeito à trajetória de partidos aliados, citando o MDB. “A gente não pode romper de repente com a história. O MDB construiu uma história muito legítima conosco”, afirmou, ressaltando a necessidade de gratidão e coerência política.
Na avaliação de Zé Neto, alianças não devem ser tratadas apenas como estratégia eleitoral, mas como continuidade de projetos: “Tem que ter gratidão e capacidade de construir a história a partir do que já foi feito."
Ele também lembrou momentos de reconfiguração política no estado e o papel de partidos aliados em momentos decisivos.
O deputado ainda criticou setores da oposição e cobrou a apresentação de propostas concretas para o estado. “Falar é fácil. Quero ver apresentar projeto para a Bahia”, pontuou, ao defender que o debate político avance para além de críticas.
Diálogo aberto
Sobre relações institucionais, o parlamentar afirmou manter diálogo aberto, inclusive com adversários.
“Não tenho dificuldade com ninguém. Se for institucional, a gente conversa”, declarou.
Segundo ele, a melhoria na interlocução entre diferentes esferas tem permitido avanços, especialmente na destinação de recursos.
Zé Neto também destacou investimentos direcionados a Feira de Santana, base eleitoral onde ampliou sua votação: “Hoje tenho mais votos lá, então preciso investir proporcionalmente. É uma questão de responsabilidade."
Ao final, o deputado reforçou que, mesmo em períodos de disputa, é fundamental preservar o diálogo e priorizar demandas da população. “A política é a vida numa dimensão mais pública. A gente precisa manter as portas abertas”, concluiu.
