Wagner diz que saída de Angelo Coronel da chapa governista é página virada
Senador descarta mudanças na chapa de Jerônimo em 2026
Por: Redação
09/02/2026 • 14:03 • Atualizado
O senador Jaques Wagner (PT) comentou, nesta segunda-feira (9), os bastidores da saída de Angelo Coronel (PSD) da chapa governista que articula a reeleição em 2026. Segundo o ex-governador da Bahia, o episódio já está superado e não deve interferir nos planos do grupo político liderado pelo PT no estado.
Durante a inauguração da reforma do Colégio Estadual de Tempo Integral Manoel Devoto, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, Wagner afirmou que o desgaste ocorreu por uma divergência interna no PSD.
“Houve um problema interno na relação do PSD aqui. O partido já tinha definido caminhar com a gente, mas Coronel queria que ficasse independente. Não dá para ser independente tendo crescido junto com o grupo”, disse.
O senador ressaltou que tentou manter Angelo Coronel na chapa e chegou a apresentar alternativas para acomodar os interesses políticos:
“Fiz um esforço muito grande para mantê-lo e cheguei a propor a divisão do mandato, já que Rui tem um mandato e sobrava um para nós dois. Eu não achei que a saída fosse o melhor caminho, mas ele achou."
Apesar do impasse, Wagner adotou um tom conciliador ao falar do colega.
“Não tenho nada a criticar de Coronel. Ele deu um passo que achou ser o melhor. Para mim, é página virada. Agora estamos montando nossa caminhada e vamos trabalhar até outubro. Acho que vamos chegar muito bem, tanto com o presidente quanto com Jerônimo”, completou.
Vice-governadoria segue com o MDB
Jaques Wagner também descartou qualquer mudança na composição da chapa majoritária para 2026, especialmente em relação à vice-governadoria. Segundo ele, não há intenção de retirar o MDB do posto para abrir espaço ao PSD ou a outra legenda. “Em time que está ganhando, não se mexe”, declarou.
O senador negou, ainda, que tenha havido tratativas concretas para incluir Diego Coronel (PSD-BA), filho de Angelo Coronel, como vice na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT). “Óbvio que surgiram conversas, mas sem nenhuma concretude. Eles já foram, agora não tem por que mexer”, concluiu.
