MST ocupa Alba durante ato por reforma agrária
Manifestação relembra Eldorado dos Carajás e cobra avanços do governo
Por: Marcos Flávio Nascimento
17/04/2026 • 11:48 • Atualizado
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, na manhã desta sexta-feira (17), as dependências da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, durante uma mobilização em que pedem pela reforma agrária e por direitos no campo e justiça social.
O ato ocorre no mesmo dia em que o país relembra o Massacre de Eldorado do Carajás, episódio que resultou na morte de 21 trabalhadores rurais. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram manifestantes deitados nos corredores da Alba com cruzes, em referência às vítimas, além de grupos com bandeiras e instrumentos durante o protesto.
A mobilização faz parte de uma marcha estadual do MST, que reuniu mais de três mil militantes e percorreu cerca de 120 quilômetros entre Feira de Santana e Salvador ao longo de uma semana. O objetivo, segundo o movimento, é pressionar por avanços concretos nas políticas de acesso à terra e melhoria das condições de vida no campo.
Reivindicações e negociação com o governo
Nos últimos dias, representantes do movimento participaram de reuniões com o Governo da Bahia, envolvendo diversas secretarias estaduais. As discussões giram em torno de uma pauta coletiva de reivindicações para 2026, construída junto a assentamentos e acampamentos.
De acordo com a coordenação do MST, a intenção é estabelecer prazos definidos para execução das demandas. “Não sairemos apenas com diálogo, mas com compromissos concretos”, afirmou o movimento, em nota.
A expectativa é de que o governo estadual apresente, nos próximos dias, um posicionamento sobre os encaminhamentos discutidos. Há também previsão de que o governador participe de um encontro com os trabalhadores para anunciar possíveis medidas.
Contexto e mobilização nacional
A ocupação da Alba integra um conjunto maior de ações do MST em diferentes regiões do país. Além da agenda na Bahia, o movimento indica que articulações também avançam em Brasília, ampliando o debate sobre políticas públicas agrárias.
Ao final da marcha, o MST reforçou que seguirá mobilizado até obter respostas concretas. Para o grupo, a organização coletiva permanece como principal instrumento na busca por terra, dignidade e direitos sociais no campo.
Relacionadas
