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Lula não participará do cortejo do 2 de Julho em Salvador pela 1ª vez

Motivo oficial da decisão aidna não foi revelado

Por: Redação

28/06/202612:48Atualizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará do tradicional cortejo cívico do 2 de Julho, em Salvador. A ausência marca a primeira vez que o chefe do Executivo federal ficará de fora da celebração da Independência da Bahia desde que retornou à Presidência da República, em 2023. A decisão interrompe uma sequência de participações do petista na data, considerada uma das mais simbólicas do calendário baiano e frequentemente utilizada por Lula para reforçar sua ligação política com o estado, um de seus principais redutos eleitorais.

Lula em cortejo
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Mesmo sem a presença do presidente, a programação oficial será mantida. O desfile deve reunir autoridades estaduais e municipais, representantes das Forças Armadas e milhares de pessoas ao longo do percurso entre o Largo da Lapinha e o Pelourinho, no Centro Histórico da capital.

A ausência ocorre em meio aos compromissos da agenda presidencial, embora o governo federal ainda não tenha detalhado os motivos específicos para o cancelamento da participação no evento.

Lula transformou o 2 de Julho em agenda política

A relação de Lula com o 2 de Julho ganhou força ainda antes de seu terceiro mandato. Em 2022, quando disputava novamente a Presidência, o petista participou do cortejo ao lado do então governador Rui Costa, do então candidato ao Governo da Bahia Jerônimo Rodrigues e do então candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin. O ato foi um dos primeiros grandes eventos de rua da campanha presidencial.

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Já em 2023, Lula voltou à Bahia para participar das comemorações do bicentenário da Independência do estado. Ao lado da primeira-dama Janja da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues, acompanhou o desfile em um momento de forte simbolismo histórico.

Projeto para nacionalizar a data

Em 2024, o presidente voltou a participar da celebração em Salvador, novamente ao lado de lideranças do governo estadual. A presença aconteceu durante o período das eleições municipais e reforçou o peso político do evento.

No ano passado, Lula utilizou a cerimônia para anunciar o envio ao Congresso Nacional de um projeto que reconhece o 2 de Julho como o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil. A proposta busca ampliar o reconhecimento nacional da data, celebrada tradicionalmente na Bahia por marcar a expulsão definitiva das tropas portuguesas em 1823.

Sem Lula, a expectativa agora recai sobre a participação das demais autoridades estaduais e municipais, que devem conduzir normalmente as homenagens previstas para a celebração deste ano.