Jerônimo rebate críticas e defende avanço da Ponte Salvador-Itaparica
Governador minimizou ataque do prefeito Bruno Reis, que classificou o empreendimento como "uma piada"
Por: Domynique Fonseca|Redação
02/07/2026 • 10:33
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) participou, nesta quinta-feira (2), das comemorações pelos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia e aproveitou o ato cívico para responder às críticas da oposição sobre a construção da Ponte Salvador-Itaparica.
A declaração foi uma reação às falas do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que classificou o empreendimento como uma "piada", após a cerimônia de oficialização do início da construção, que contou com a presença do presidente Lula nesta quarta (1).
Ao comentar as declarações, Jerônimo afirmou que o projeto segue um cronograma técnico e negou que as obras tenham caráter eleitoral. Segundo ele, as intervenções já começaram tanto em Vera Cruz quanto em Salvador e fazem parte da etapa preparatória da construção.
"Eu respeito muito os políticos, principalmente os da minha geração. O presidente não viria a Salvador para brincar de anúncio de coisas eleitoreiras. Começamos por Vera Cruz porque ali há menos dificuldades para iniciar a obra. Do lado de Salvador, vamos ter que mexer no Terminal São Joaquim, no ferry-boat e em todo o entorno do Porto de Salvador", disse.
"A gente faz como um prédio: um andaime serve para preparar a obra e depois desaparece. É natural que uma obra daquele porte precise de uma plataforma provisória. Minha alegria é ver a ponte levantando sobre a Bahia de Todos-os-Santos."
Dois de Julho
Antes de falar com a imprensa, o governador participou da abertura do tradicional cortejo do Dois de Julho, que saiu da Lapinha em direção ao Centro Histórico de Salvador. Após o ato, Jerônimo destacou a importância da data para a história do país e defendeu que a Independência da Bahia seja cada vez mais valorizada pelas novas gerações.
"O Dois de Julho é uma marca simbólica muito forte. A nossa escolha por lembrar o Dois de Julho é a escolha por aqueles que trabalharam e lutaram pela Independência. Olhe o exemplo de Maria Felipa, uma mulher do povo, que deu a sua contribuição."
O governador também defendeu que o tema esteja presente nas escolas e no cotidiano da população.
"É uma data para que as escolas discutam essa história, para que a marcha dos estudantes aconteça e para que as pessoas enfeitem suas janelas e portas, sem perder de vista a nossa história."
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