Flávio Bolsonaro mira Bahia e condiciona apoio a ACM Neto
PL condiciona apoio na Bahia a alinhamento com projeto nacional
Por: Marcos Flávio Nascimento
18/03/2026 • 09:28 • Atualizado
O senador Flávio Bolsonaro deu o primeiro aceno mais direto à Bahia ao participar de um ato político ao lado do ex-ministro João Roma, do ex-prefeito de Salvador ACM Neto e do ex-ministro do TCU Aroldo Cedraz. O movimento contou ainda com a chancela do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Nos bastidores, o gesto é interpretado como um sinal de aproximação política e aponta para a formação de palanque e de possíveis alianças para as eleições de 2026 no estado.
PL condiciona apoio e mira alinhamento nacional
Em meio às articulações, o discurso dentro do partido já indica que o apoio ao governo da Bahia não será automático. Um dos principais nomes do PL no estado, o deputado Diego Castro afirmou que qualquer candidatura ao Palácio de Ondina precisará estar diretamente vinculada ao projeto nacional liderado por Flávio Bolsonaro.
A fala atinge diretamente ACM Neto, que tenta se consolidar como principal nome da oposição ao governador Jerônimo Rodrigues. Internamente, a avaliação é de que não há mais espaço para neutralidade no cenário político atual.
O recado também resgata o cenário de 2022, quando Neto evitou declarar apoio explícito na disputa presidencial entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, postura que ainda gera resistência em setores da direita baiana.
Senado, bastidores e critérios ideológicos
Outro ponto que ganha força nas negociações é a composição da chapa majoritária. A tendência, segundo interlocutores, é que João Roma seja alçado como um dos nomes ao Senado dentro de uma possível aliança oposicionista. O senador Ângelo Coronel, recentemente filiado ao Republicanos, também aparece como opção para a segunda vaga.
Além da costura política, o PL tem deixado claro que o apoio passa também por alinhamento ideológico. Entre os critérios estão posicionamentos sobre temas considerados sensíveis para a base do partido, como liberdade econômica, pautas conservadoras e atuação em eventuais crises, a exemplo da pandemia.
O movimento liderado por Flávio Bolsonaro ainda é inicial, mas já reposiciona o debate político no estado. A expectativa é de que as conversas avancem nos próximos meses, com definição de alianças e construção de um palanque competitivo na Bahia.
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