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Varejo brasileiro cresce 0,4% em janeiro e supera projeções do mercado

Alta foi puxada por moda, farmácias e itens domésticos, aponta IBGE

Por: Redação

11/03/202619:42Atualizado

O varejo brasileiro iniciou o ano de 2026 com um desempenho surpreendente, superando as expectativas do mercado ao registrar uma alta de 0,4% no volume de vendas em janeiro. Segundo dados do IBGE divulgados pelo portal InfoMoney, o resultado contrariou as projeções de analistas que previam um recuo de 0,1% para o período. 

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Esse fôlego inicial foi impulsionado significativamente pelo setor de moda e uso pessoal, com o segmento de tecidos, vestuário e calçados apresentando uma expansão sólida de 1,8%. Outras categorias, como artigos farmacêuticos e de perfumaria, que cresceram 2,6%, e itens de uso doméstico, com alta de 1,3%, também foram fundamentais para sustentar o índice positivo, demonstrando que o consumidor priorizou a renovação do guarda-roupa e o cuidado pessoal mesmo em um cenário econômico restritivo.

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De acordo pesquisadora do IBGE, essa resiliência fez com que o varejo atingisse o ponto mais alto de sua série histórica, igualando o pico de volume registrado em novembro de 2025. A pesquisa ressalta que renovações frequentes de patamares recordes não são comuns, o que reforça a força da atividade comercial neste começo de ano. No varejo ampliado, que engloba setores como veículos e materiais de construção, o crescimento foi ainda maior, chegando a 0,9% na comparação com dezembro.

Apesar dos números favoráveis, o setor de moda e o comércio em geral enfrentam um horizonte desafiador devido à política monetária rigorosa. Com a taxa básica de juros fixada em 15% ao ano, o custo do crédito permanece elevado, o que pressiona o consumo.

Entretanto, a manutenção de um mercado de trabalho aquecido tem servido como um contrapeso importante, permitindo que segmentos ligados ao consumo cotidiano e ao vestuário continuem exercendo um papel de liderança na sustentação da economia nacional diante das incertezas financeiras de 2026.