Logo

Titina Medeiros, atriz de Cheias de Charme, morre aos 48 anos

Artista potiguar lutava contra um câncer e teve carreira marcada pelo teatro e TV

Por: Redação

11/01/202616:12

A atriz Titina Medeiros morreu neste domingo (11), aos 48 anos, após enfrentar um câncer. A informação foi confirmada por pessoas próximas à artista, que estava em tratamento havia pelo menos seis meses. Titina ganhou projeção nacional ao interpretar Socorro, personagem marcante da novela Cheias de Charme (2012), da TV Globo.

Foto Titina Medeiros, atriz de Cheias de Charme, morre aos 48 anos
Foto: Reprodução/ Redes sociais

Natural de Currais Novos, no sertão do Rio Grande do Norte, Titina mudou-se ainda jovem para Natal, onde teve os primeiros contatos com o teatro e decidiu seguir a carreira artística. Ao longo de mais de três décadas, construiu uma trajetória reconhecida pela versatilidade e forte ligação com a cena cultural potiguar.

Casada com o ator César Ferrario, a artista atuou intensamente no teatro, no audiovisual e na televisão. Desde os anos 1990, participou de dezenas de montagens teatrais, além de integrar bandas musicais, grupos de humor, curtas-metragens e projetos experimentais. Também fez parte de coletivos importantes, como os grupos Carmin e Clowns de Shakespeare.

Titina foi idealizadora da Casa de Zoé, produtora criada para viabilizar seus próprios trabalhos e incentivar a produção cultural independente. No teatro, esteve em montagens como Meu Seridó, Hamlet, Ricardo III, Muito Barulho por Quase Nada e Sua Incelença, entre outras.

Na televisão, além de Cheias de Charme, integrou o elenco de novelas e séries como Geração Brasil, A Lei do Amor, Mar do Sertão, Onde Nascem os Fortes e, mais recentemente, No Rancho Fundo (2024). No audiovisual, destacou-se ainda em produções como a série Chão de Estrelas, do Canal Brasil, e o sitcom Os Roni, do Multishow.

Reprodução/ Redes sociais

Reprodução/ Redes sociais


A morte de Titina Medeiros gerou comoção entre colegas de profissão e admiradores, que destacaram seu talento, sua presença marcante em cena e a contribuição significativa para a cultura brasileira, especialmente para o teatro nordestino.