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Morre Fred Smith, baixista que marcou o punk-rock com o Television

Músico tinha 77 anos e foi figura central da cena nova-iorquina dos anos 70

Por: Redação

07/02/202613:00Atualizado

O cenário do punk-rock perdeu um de seus pilares na última quinta-feira (5). Fred Smith, baixista que marcou a história das bandas Television e Blondie, faleceu aos 77 anos. A notícia foi confirmada pelos integrantes do Television, que informaram que o músico enfrentava complicações de saúde há alguns anos, embora a causa específica da morte não tenha sido revelada.

Fred Smith
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Smith na efervescente Nova York dos anos 70 começou em 1974, na banda Angel and the Snake, onde o grupo que, meses depois, seria rebatizado como Blondie, sob o comando de Debbie Harry. No entanto, sua passagem pelo grupo foi breve: em 1975, ele aceitou o convite para substituir Richard Hell no Television.

Foi com Smith no baixo que a banda consolidou sua sonoridade única, tornando-se um dos nomes mais influentes do punk e do pós-punk norte-americano. Ele gravou obras-primas do gênero, como:

Marquee Moon (1977): Frequentemente citado como um dos melhores discos da história do rock.


Adventure (1978): O segundo álbum de estúdio que reafirmou o virtuosismo técnico do grupo.


Trajetória

Mesmo com o hiato do Television em 1978, Fred Smith nunca se afastou da música ou de seus antigos colegas. Ele colaborou intensamente em projetos solo dos membros da banda e, em 1992, retornou oficialmente ao posto de baixista quando o grupo se reuniu para novas turnês mundiais.

Em um tributo emocionado, um de seus companheiros de estrada destacou o impacto pessoal de Smith:

"Fred não foi apenas meu companheiro de banda por 46 anos; ele foi meu verdadeiro amigo. Era o tipo de parceiro de estrada que tornava as turnês exaustivas suportáveis."

 

 

Conexão com o Brasil e Vida Pessoal

Os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de ver o músico em ação em 2013, quando o Television se apresentou no festival Abril Pro Rock, em Olinda (PE). Na ocasião, o repertório focou nos clássicos setentistas que definiram a carreira de Smith.

Longe dos palcos, o baixista levava uma vida discreta em Nova York ao lado da esposa, Paula Cereghino. Curiosamente, desde o final da década de 90, o casal dedicava-se a uma paixão fora da música: a produção de vinhos artesanais, atividade que Smith mantinha em paralelo aos compromissos artísticos.