Dono da Choquei é preso em operação da PF que investiga transações ilegais
Raphael Sousa Oliveira é alvo da Narco Fluxo, que apura movimentação superior a R$ 1,6 bilhão
Por: Redação
15/04/2026 • 12:11
O criador da página Choquei nas redes sociais, Raphael Sousa Oliveira, foi preso na manhã desta quarta-feira (15) durante a operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação mira um grupo suspeito de estruturar um sistema de lavagem de dinheiro que, segundo a corporação, movimentou mais de R$ 1,6 bilhão.
Entre os detidos também estão os funkeiros Ryan SP e Poze do Rodo, além do influenciador paulista Chrys Dias, que soma mais de 14 milhões de seguidores nas redes sociais. As prisões são temporárias e fazem parte do conjunto de 39 mandados expedidos pela Justiça.
Leia mais:
PF prende MC Ryan e Poze do Rodo em operação contra lavagem de dinheiro
Defesa de Poze se pronuncia após prisão em operação da PF
Operação prende suspeito com drogas, arma e veículos em Irecê
De acordo com a PF, os investigados utilizavam empresas, transações com criptoativos e terceiros para ocultar e dissimular valores. A apuração aponta também para movimentações financeiras no Brasil e no exterior, bem como para a circulação de grandes quantias em dinheiro em espécie.
Entenda a operação
A ofensiva mobiliza mais de 200 policiais federais, responsáveis pelo cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal e Goiás. As ordens judiciais foram expedidas por Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades investigadas e preservar recursos para eventual ressarcimento.
Durante as diligências, foram apreendidos armas, veículos de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados.
Segundo a PF, o volume financeiro atribuído ao grupo pode ultrapassar R$260 bilhões. As investigações continuam, e os alvos poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
