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Influenciador do Rancho do Maia vai a júri por tentativa de homicídio

Justiça aponta indícios de participação de influenciador em briga em Alagoas

Por: Redação

29/05/202612:26Atualizado

A Justiça de Alagoas decidiu levar a júri popular o influenciador Maxsuwell Celso Rodrigues, conhecido nas redes sociais como “Vovozona do Rancho do Maia”, acusado de tentativa de homicídio qualificado. O policial militar da Bahia Ronei da Silva Santos também responderá pelo caso.

Foto Influenciador do Rancho do Maia vai a júri por tentativa de homicídio
Foto: Reprodução/ Instagram @vovozonaof

Os dois são investigados por participação em uma confusão registrada durante um evento realizado em abril de 2024, no município de Igreja Nova, interior alagoano. A briga terminou com um homem baleado.

Segundo as investigações, a situação começou após um desentendimento entre pessoas que participavam da festa. Durante a confusão, o policial teria questionado o influenciador sobre o que estava acontecendo.

De acordo com os autos do processo, Maxsuwell teria dito a frase “vá buscar o brinquedo”, expressão que, segundo a investigação, faria referência a uma arma de fogo.

Ainda conforme a apuração, o PM deixou o local e retornou armado com uma pistola calibre 9 milímetros. Em seguida, efetuou disparos, atingindo a vítima na região do abdômen.

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Na decisão, a juíza Patrícia Siqueira de Freitas Curvelo, da Vara do Único Ofício de Igreja Nova, entendeu que existem elementos suficientes que indicam possível incentivo à agressão por parte do influenciador, motivo pelo qual determinou que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri.

Reprodução/ Instagram @vovozonaof

Reprodução/ Instagram @vovozonaof


Além do processo relacionado à tentativa de homicídio, Maxsuwell Rodrigues também foi preso em abril do ano passado durante uma fase da Operação Epílogo, conduzida pela Polícia Civil de Alagoas. A investigação apura suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas e armas.

A operação cumpriu mandados em diferentes estados, entre eles Bahia, São Paulo, Goiás, Sergipe e Alagoas. Ao todo, foram expedidos dezenas de mandados de prisão e busca e apreensão.

Os investigados seguem submetidos a medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre as restrições estão a proibição de deixar a comarca onde residem sem autorização judicial e a obrigação de comparecimento periódico ao Judiciário.