A tradicional pipoca do Olodum tomou conta do circuito Osmar, no Campo Grande, na terça-feira de Carnaval (17), transformando o percurso em um grande espetáculo de música, dança e valorização da cultura afro-brasileira. Uma das saídas mais aguardadas da folia em Salvador reuniu milhares de foliões em um cortejo marcado pela potência da ala de percussão e pela vibração do samba-reggae.
Sem cordas, a apresentação manteve o caráter democrático da pipoca, aproximando músicos e público ao longo do trajeto. O desfile foi embalado pelos tambores e pela identidade visual que tornou o grupo conhecido internacionalmente. No repertório, sucessos como “Fulalá”, “Requebra” e “Revolta do Olodum” foram entoados em coro pelos foliões.
No Carnaval 2026, o bloco levou para a avenida o tema “Máscaras Africanas: Magia e Beleza”, destacando referências à ancestralidade e à diversidade cultural do continente africano. Os elementos inspiraram figurinos e coreografias apresentados durante o desfile, reforçando a conexão entre música, estética e identidade histórica.
A apresentação desta terça-feira marcou o encerramento da programação do grupo na festa momesca, que registrou grande participação popular ao longo dos dias de desfile. O Olodum foi um dos blocos contemplados pelo programa Ouro Negro, iniciativa do Governo do Estado voltada ao apoio de entidades de matriz africana e ao fortalecimento da presença da cultura afro no Carnaval da capital baiana.
Fundado em 1979, no Pelourinho, o Olodum consolidou-se como um dos principais símbolos culturais da cidade, unindo música, identidade e atuação social. No Carnaval, a pipoca do bloco segue como um dos momentos mais emblemáticos do circuito Osmar, reafirmando a força de uma manifestação que ecoa a história e a cultura afro-brasileira pelas ruas da capital baiana.
