Presidente de escola que homenageou Lula é réu por morte no Carnaval de 2022
Dirigente responde a processo sobre acidente que matou menina de 11 anos no Sambódromo
Por: Redação
17/02/2026 • 14:01
O presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Alves Palhares, responde como réu em um processo que investiga a morte de Raquel Antunes, de 11 anos, ocorrida durante o Carnaval de 2022, na área de dispersão do Sambódromo do Rio de Janeiro. O caso voltou a ganhar repercussão após a escola de samba alcançar projeção nacional neste ano com um desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Raquel foi atingida quando um carro alegórico se movimentou e a prensou contra um poste. A menina sofreu traumatismo múltiplo, passou por cirurgia que incluiu a amputação de uma das pernas e morreu dias depois, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Em decorrência do episódio, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou oito pessoas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. À época do acidente, Palhares também presidia a Liga-RJ, entidade responsável pela organização da Série Ouro do Carnaval carioca.
Segundo a denúncia, houve falhas na fiscalização e na segurança da área de dispersão, local onde circulam veículos de grande porte. A Justiça aceitou a acusação, e o dirigente passou à condição de réu no processo que tramita na 29ª Vara Criminal da capital fluminense.
Em manifestação, Palhares e representantes da Liga-RJ sustentaram que o controle do espaço e o isolamento das alegorias não eram atribuições diretas da entidade, mas de órgãos municipais e de outros responsáveis pela operação do evento. As investigações, no entanto, apontaram que crianças circulavam próximas aos carros alegóricos sem barreiras adequadas ou escolta.
O processo segue em andamento. Em 2025, foram marcadas audiências para ouvir testemunhas indicadas pelas partes. Até o momento, não há sentença.
