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Nelson Tanure é tratado como sócio oculto do Banco Master pela PF

Empresário foi abordado ao embarcar em voo na quarta-feira (14)

Por: Redação

16/01/202617:50Atualizado

O empresário e megainvestidor Nelson Tanure tornou-se o centro das atenções na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Investigadores apontam Tanure como "sócio oculto" do Banco Master, instituição fundada por Daniel Vorcaro, e suspeitam de sua participação em um esquema de fraudes financeiras.

NelsonTanure
Foto: Reprodução/X NelsonTanure

Nelson foi abordado por agentes federais momentos antes de embarcar em um voo com destino a Curitiba (PR) na quarta-feira (14). A ação faz parte do desdobramento de uma investigação que apura movimentações ilícitas e estruturas societárias opacas. As informações foram divulgadas na coluna Dinheiro & Negócios, de Gabriella Furquim, no portal Metrópoles.

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​De acordo com decisão proferida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 6 de janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) fundamentou as suspeitas com base em relatórios da Polícia Federal. Os principais pontos que ligam Tanure ao caso são:

  • ​Controle Indireto: Tanure é apontado como o beneficiário final da Lormont Participações S.A.;
  • Operações Suspeitas: A empresa teria concentrado 97% da carteira do fundo FIDC Maranta por meio de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) que somam R$ 73,7 milhões, em transações entre partes relacionadas;
  • ​Influência no Master: A investigação sugere que o empresário exerce influência na gestão do Banco Master através de fundos e engenharias societárias complexas, o que justificaria sua classificação como sócio oculto.

​Diante das evidências, a Procuradoria da República de São Paulo e a PF solicitaram o bloqueio de bens de Tanure no mesmo montante aplicado a Daniel Vorcaro. Além disso, o MPF pediu a ampliação do período de quebra de sigilo bancário dos envolvidos para rastrear o fluxo total dos recursos sob suspeita.