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Substância de escorpião amazônico pode tratar câncer de mama

Eficácia é comparada ao quimioterápico usado contra doença

Por: Gabriel Pina

18/06/202518:53Atualizado

Uma descoberta inédita feita por um grupo de cientistas de uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) identificou numa molécula presente no veneno do escorpião Brotheas amazonicus, espécie nativa da Amazônia, uma ação promissora contra as células de câncer de mama. 

Escorpião preto
Foto: Pedro Ferreira Bisneto/iNaturalist/Fapesp

Segundo os estudos preliminares, a substância, batizada de ‘BamazScplp1’ apresentou alta eficácia contra o tumor, comparável até ao medicamento paclitaxel, quimioterápico usado no tratamento da doença.

Principais descobertas

O estudo revelou que a BamazScplp1 tem capacidade de induzir morte celular por necrose em testes in vitro. Segundo a professora, Eliane Candiani Arantes, uma das coordenadoras da pesquisa, os resultados são promissores. "A molécula isolada mostra semelhanças com outras toxinas escorpiônicas já conhecidas por atividade antitumoral", explica a professora. 


Presença amazônica na medicina

A descoberta dessa molécula em um escorpião amazônico revela, mais uma vez, o potencial medicinal da biodiversidade brasileira, em especial da região amazônica.  Embora em fase preliminar, o estudo abre perspectivas para o desenvolvimento de tratamentos inovadores contra o câncer a partir de recursos da fauna brasileira.

Agora, os pesquisadores esperam que o composto possa chegar aos estudos clínicos e, um dia, ao tratamento de pacientes.