Excesso de ultraprocessados pode afetar intestino e causar doenças
No Dia Mundial da Saúde Digestiva, especialista alerta para impactos da má alimentação
Por: Marcos Flávio Nascimento
20/05/2026 • 09:47
O consumo crescente de alimentos ultraprocessados tem acendido um alerta entre especialistas sobre os impactos na saúde digestiva dos brasileiros. Às vésperas do Dia Mundial da Saúde Digestiva, celebrado em 29 de maio, médicos chamam atenção para o avanço de problemas intestinais ligados à mudança no padrão alimentar da população.
Na avaliação do médico e naturopata Aureo Augusto, a substituição de alimentos tradicionais por produtos industrializados vem comprometendo o funcionamento do intestino e favorecendo o surgimento de doenças. Itens como aipim, inhame, couve, feijão e frutas frescas, antes comuns na alimentação cotidiana, têm perdido espaço para produtos com alto teor de açúcar, sódio, conservantes e aditivos químicos.
Segundo o especialista, o excesso de ultraprocessados pode provocar inflamações intestinais, má digestão e prisão de ventre, além de afetar a absorção de vitaminas e minerais. O cenário se agrava com a baixa ingestão de fibras, essenciais para o equilíbrio da flora intestinal e para o funcionamento adequado do organismo.
Outro ponto de preocupação envolve a alimentação infantil. A introdução precoce de biscoitos recheados, refrigerantes e industrializados pode influenciar o desenvolvimento de doenças como diabetes e hipertensão ao longo da vida, além de dificultar a formação de hábitos alimentares saudáveis.
Para o médico, a mudança passa por escolhas simples dentro de casa. “A mudança começa pelo exemplo dos adultos. Valorizar alimentos tradicionais e reduzir o consumo de industrializados é uma forma direta de promover saúde e qualidade de vida”, afirmou.
Além do alerta, Aureo Augusto disponibilizou gratuitamente um curso online com orientações sobre hábitos alimentares naturais e prevenção de doenças, com foco em práticas de bem-estar e saúde intestinal.
