Especialista orienta cuidados respiratórios no São João
Frio, fumaça e vírus elevam risco respiratório nas festas juninas
Por: Iago Bacelar
19/06/2025 • 15:00
As fogueiras e fogos de artifício, tradicionais nas festas de São João em Salvador e no interior da Bahia, representam riscos para pessoas com doenças respiratórias. A inalação de fumaça e a exposição a substâncias químicas presentes nos fogos podem agravar sintomas respiratórios e provocar crises em pacientes com quadros pré-existentes.
Fumaça pode agravar quadros de asma, enfisema e fibrose
Segundo a pneumologista Juliane Penalva, coordenadora de pneumologia do Hospital da Bahia e especialista da clínica AMO, a inalação de partículas microscópicas liberadas pelas fogueiras é um fator agravante para várias condições pulmonares.
"A inalação de partículas microscópicas existentes na fumaça e substâncias químicas e irritantes pode levar ao agravamento dos sintomas respiratórios, principalmente para aqueles que já têm alguma doença respiratória como enfisema pulmonar, asma, tabagismo e fibrose pulmonar", explicou.
Sintomas indicam necessidade de atenção imediata
Entre os principais sintomas que indicam agravamento respiratório estão:
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crise de tosse
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falta de ar
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cansaço
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chiado no peito
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queda de oxigenação
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coceira e vermelhidão nos olhos
Nessas situações, a recomendação da especialista é cessar imediatamente a exposição à fumaça e procurar um local arejado. A progressão dos sintomas pode ser evitada com atendimento médico e uso correto das medicações prescritas.
Medidas de proteção ajudam a prevenir crises
Durante os festejos juninos, a médica destaca cuidados que devem ser adotados por pessoas com asma ou DPOC. Um deles é garantir o uso contínuo das medicações inalatórias já indicadas por especialistas, além de manter o acompanhamento médico atualizado.
"Um cuidado importante é manter o uso regular das medicações inalatórias quando o paciente tem indicação, além do acompanhamento regular com o pneumologista", reforçou Juliane. Ela também orienta que esses pacientes levem a bombinha ao sair de casa, para uso em caso de crises respiratórias.
Máscaras e vacinação ajudam na proteção
O uso de máscaras em ambientes com alta concentração de fumaça é outra medida que reduz a exposição a agentes irritantes. A especialista também recomenda escolher locais abertos, onde a circulação de ar contribua para dispersar a fumaça, e manter o esquema vacinal atualizado, incluindo vacinas contra influenza, pneumococo e vírus sincicial respiratório.
Clima frio e úmido piora sintomas respiratórios
Além da fumaça, o clima típico do mês de junho, mais frio e úmido, pode acentuar os sintomas respiratórios. A pneumologista explica que o ar frio pode provocar irritação da mucosa brônquica, enquanto a umidade favorece o aparecimento de mofo e ácaros, elementos que também irritam as vias aéreas.
"Isso se deve ao fato de que o ar frio quando inalado pode levar a irritação na mucosa brônquica e das vias aéreas. A maior umidade do ar favorece a proliferação de mofo e ácaros que também são irritantes para as vias aéreas", esclareceu Juliane. Ela complementa que mudanças bruscas de temperatura e o aumento da circulação viral em ambientes fechados elevam os riscos de infecções respiratórias.
