Prefeito de Feira de Santana considera inviável fornecer Mounjaro no SUS
José Ronaldo cita alto custo para barrar proposta aprovada na Câmara
Por: Redação
26/05/2026 • 10:51
O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), afirmou que o município não possui condições financeiras para implantar a distribuição gratuita da tirzepatida, medicamento conhecido comercialmente como Mounjaro, na rede pública de saúde.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (25), após a aprovação de um projeto na Câmara Municipal que autoriza a criação de diretrizes para o fornecimento do medicamento a crianças e adolescentes de 10 a 17 anos diagnosticados com obesidade ou diabetes tipo 2.
Segundo o prefeito, apesar de considerar a proposta positiva, o alto custo da medicação inviabiliza a implantação neste momento.
“O município não tem condições financeiras de bancar um projeto grandioso como esse”, afirmou.
O projeto é de autoria do presidente da Câmara, Marcos Lima (União Brasil), e prevê que a aplicação do medicamento seja feita nas Unidades de Saúde da Família (USFs), mediante prescrição médica e seguindo critérios do Sistema Único de Saúde (SUS).
Mesmo com a aprovação dos vereadores, a medida ainda depende de disponibilidade orçamentária para sair do papel.
Durante debate sobre o tema na Câmara, o médico William Campinho defendeu a proposta e afirmou que o tratamento da obesidade pode gerar impacto positivo na saúde pública e reduzir gastos futuros do município.
O especialista destacou que doenças associadas à obesidade, como AVC, depressão e diabetes, também geram custos elevados ao sistema de saúde. Segundo ele, o investimento em prevenção e tratamento pode trazer resultados a longo prazo.
Dados citados pelo médico apontam que cerca de 60% da população brasileira apresenta sobrepeso ou obesidade, cenário que, segundo ele, também atinge Feira de Santana.
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