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PF mira grupo que furtava caixas eletrônicos na Bahia e no Paraná

Operação Furvus apura sete ações criminosas e cumpre prisões e buscas em São Paulo

Por: Redação

13/01/202608:37

A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (13), a Operação Furvus para desmontar um esquema criminoso especializado em furtos a caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal. As ações investigadas ocorreram entre o fim de novembro e o início de dezembro de 2023, em cidades da Bahia e do Paraná.

Foto PF mira grupo que furtava caixas eletrônicos na Bahia e no Paraná
Foto: Marcos Correa/PR

De acordo com a PF, o grupo tinha base no estado de São Paulo e se deslocava para diferentes regiões do país para cometer os crimes. O prejuízo inicialmente calculado chega a cerca de R$ 24,7 mil, mas os investigadores apontam que o dano pode ser muito maior, já que os suspeitos possuem um histórico recorrente de delitos semelhantes em outros estados e já haviam sido presos anteriormente.

As apurações identificaram sete ocorrências, sendo quatro furtos efetivados e três tentativas frustradas. Os casos foram registrados em agências localizadas em Curitiba, no Paraná, e nos municípios baianos de Vitória da Conquista, Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Poções.

Segundo a investigação, os criminosos utilizavam um método sofisticado: simulavam depósitos nos terminais de autoatendimento para provocar a abertura do compartimento interno dos caixas. Em seguida, recorriam a um dispositivo conhecido como “jacaré” para retirar envelopes contendo dinheiro e cheques.

Por determinação da Justiça Federal em Vitória da Conquista, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva, além da imposição de medidas cautelares contra outro investigado. Também foram autorizadas buscas pessoais e domiciliares, bem como o bloqueio e sequestro de bens e valores até o montante do prejuízo apurado.

Todas as ordens judiciais estão sendo cumpridas no estado de São Paulo, com apoio da Superintendência Regional da Polícia Federal paulista. Os investigados poderão responder por associação criminosa e furto qualificado, crimes que, somados, podem resultar em penas superiores a dez anos de prisão, além de outras sanções previstas em lei.