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Sindicato desmente fim da greve e diz que rodoviários seguem sem proposta

Presidente da categoria afirma que negociação emperrou

Por: Marcos Flávio Nascimento

18/05/202612:56Atualizado

A possibilidade de greve dos rodoviários em Salvador continua no radar. Em entrevista exclusiva ao Portal Esfera no Rádio, nesta segunda-feira (18), o presidente do sindicato da categoria, Fábio Primo, negou que o movimento tenha sido suspenso e afirmou que, até o momento, os trabalhadores ainda não receberam qualquer proposta oficial dos empresários.

Foto Sindicato desmente fim da greve e diz que rodoviários seguem sem proposta
Foto: Lorena Bomfim/ Portal Esfera

Segundo o sindicalista, informações divulgadas sobre um suposto cancelamento da paralisação não procedem. Ele criticou a circulação do conteúdo e disse que notícias sem confirmação acabam atrapalhando o andamento das negociações.

“Não tem nenhum acordo fechado, não existe nenhuma proposta. O que saiu por aí [na inprensa] não ajuda no processo, pelo contrário, atrapalha muito. É preciso responsabilidade, porque estamos tratando de uma categoria que mexe diretamente com a vida da população”, declarou.

De acordo com Fábio Primo, a última reunião de mediação ocorreu na sexta-feira (15), e um novo encontro entre as partes está marcado para esta terça-feira (19), na Superintendência Regional do Trabalho. Até lá, a categoria segue em estado de atenção e sem definição.

 

Situação ainda é de impasse

 

O presidente do sindicato afirmou que o cenário atual é de impasse. Segundo ele, se a negociação estivesse encerrada hoje, não haveria sequer proposta para ser apresentada aos trabalhadores em assembleia.

“Sem querer ser pessimista, eu vejo a greve caminhando em passos longos. Se fosse hoje, eu não teria proposta para levar à categoria. Os empresários falam em desequilíbrio contratual, queda de passageiros, mas isso é discussão deles com o município. A nossa pauta é o reajuste salarial”, pontuou.

Ainda durante a entrevista, o dirigente destacou que a categoria enfrenta uma crescente precarização nas condições de trabalho e alertou para os impactos disso no transporte público da capital.

“Existe uma precarização muito grande da mão de obra. E isso traz consequência para toda a cidade. O transporte é o sangue que serpenteia nas veias de Salvador”, afirmou.

Fábio Primo também disse que o sindicato tenta evitar a paralisação, mas reforçou que a decisão não depende apenas dos rodoviários. A definição deve avançar após a reunião desta terça, mas novas mediações ainda podem ser convocadas ao longo da semana.