Quase 80 casos de resgate por afogamento já foram registrados em 2026
Mais 20 casos de afogamento foram notificados da última segunda-feira (5) até essa sexta-feira (9)
Por: Redação
09/01/2026 • 17:18 • Atualizado
A Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), registrou quase 80 casos de resgate devido a afogamento nas praias de Salvador este ano.
Somente nos quatro primeiros dias do ano, 57 ocorrências de afogamento foram registradas, além de 24 pessoas perdidas nas praias. E mais 20 casos de afogamento foram notificados da última segunda-feira (5) até essa sexta-feira (9).
O número chama a atenção, por ser mais do que o dobro dos casos de resgate registrados durante todo o mês de janeiro de 2025, quando a autarquia contabilizou 34 ocorrências.
“Esse foi um número grande de ocorrências durante o início do ano, mas a gente entende que com essa onda de calor que tivemos, as pessoas acabaram procurando realmente a praia”, afirma o coordenador da Salvamar, Kailani Dantas.
Atenção nas praias
O coordenador destaca a importância da população procurar praias que tenham salva-vidas.
“A equipe está atuando em todos os momentos, trabalhando nos postos, com rodas intensivas e ostensivas também, dando total segurança à população de Salvador”, diz.
A Salvamar também realiza a distribuição de pulseiras de identificação nas praias para crianças, especialmente em Piatã.
“A gente pede que os banhistas procurem salva-vidas nos postos para que solicitem as pulseiras e coloquem nos seus filhos”, completa o coordenador.
Dicas
Com atuação nas praias há três anos e meio, o salva-vidas Pedro Henrique Nascimento, 45 anos, dá conselhos para banhistas em um perfil nas redes sociais (@segueosalva). Algumas das dicas são ficar perto de um posto de salva-vidas, verificar se a estrutura está ativa e perguntar qual o melhor local para banho ao salva-vidas presente.
“Se não tiver salva-vidas, indico procurar algum barraqueiro e pedir indicação, pois eles estão todos os dias na praia e podem sugerir locais menos perigosos”, afirma Nascimento.
O salva-vidas também orienta nunca entrar no mar em frente a uma bandeira vermelha, que significa alto risco (perigo).
“Uma coisa importante é: se não sabe nadar, água no joelho está perfeito. Se sabe nadar, no máximo água na cintura. Como dizemos: ‘Água no umbigo, sinal de perigo’. Se ingerir bebida alcoólica, evitar o banho de mar. E prestar atenção às crianças, não deixar sozinhas. De acordo com as regras internacionais de Salvamento Aquático, a distância correta de uma criança para o responsável é de um braço”, diz.
O profissional conta que as dicas auxiliam no trabalho dos salva-vidas. “É um trabalho de formiguinha, mas acredito que, se uma pessoa levar a informação adiante, outras pessoas também vão se informar, disseminando esse conteúdo”, aponta.
A Salvamar dispõe de agentes, distribuídos em postos ao longo de 28 quilômetros de orla e outros quatro postos móveis, que atuam diariamente e servem também a eventos da cidade.
Contatos
Em caso de emergência, além do contato direto com os profissionais nas praias, o serviço pode ser acionado através do número (71) 3202-4970.
Já nas praias fora do trecho Jardim de Alah-Ipitanga, o contato deverá ser feito com o Grupamento Marítimo (Gmar), do Corpo de Bombeiros, pelo número 193.
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