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Passagem de ônibus em Salvador deve aumentar em 2026, diz prefeito

Subsídio mantém tarifa congelada em 2025, mas contrato prevê reajuste

Por: Domynique Fonseca|Marcos Flávio Nascimento

30/12/202508:58Atualizado

A tarifa do transporte público de Salvador deverá sofrer reajuste a partir de 2026. A confirmação foi feita pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) nesta segunda-feira (29), durante entrevista coletiva no Festival Virada Salvador, realizado na Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio.

Foto Passagem de ônibus em Salvador deve aumentar em 2026, diz prefeito
Foto: Marcos Flávio Nascimento/ Portal Esfera

Segundo o gestor, a Câmara Municipal aprovou um subsídio que garante a manutenção do valor da passagem ao longo de 2025. Apesar disso, o contrato de concessão do sistema estabelece uma atualização obrigatória da tarifa com base em indicadores econômicos, o que mantém a discussão sobre aumento para o ano seguinte.

“O subsídio aprovado paga a conta de 2025. Existe um contrato que prevê reajuste a partir de uma fórmula paramétrica, levando em consideração o IPCA e os custos operacionais, como o diesel”, explicou o prefeito.

Bruno Reis também detalhou a diferença entre o valor pago pelo usuário e o custo real do sistema. Atualmente, a tarifa cobrada na catraca é de R$ 5,60, enquanto a tarifa técnica, que cobre integralmente os custos da operação, é de R$ 6,19. Isso significa que a Prefeitura subsidia R$ 0,59 por passageiro transportado.

De acordo com o prefeito, o impacto desse subsídio é significativo, considerando uma média mensal de cerca de 14 milhões de passageiros.

 “Em 2026, com o reajuste contratual, o município terá de continuar arcando com essa diferença”, afirmou.

Salvador já é a 5ª capital com passagem mais cara do Brasil

Com o reajuste que elevou a tarifa para R$ 5,60, Salvador passou a ocupar a quinta posição no ranking das passagens de ônibus mais caras entre as capitais brasileiras. O aumento, anunciado pela Prefeitura no início deste ano, representou um acréscimo de 7,69% em relação ao valor anterior, que era de R$ 5,20 uma diferença de R$ 0,40.

No levantamento nacional, a capital baiana fica atrás apenas de Florianópolis (SC), Porto Velho (RO), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG), que lideram a lista das tarifas mais elevadas do país.