Docente assassinada em universidade é cremada em Salvador
Juliana Mattos, de 41 anos, foi morta a facadas por um estudante em Porto Velho
Por: Redação
08/02/2026 • 14:33 • Atualizado
O corpo da professora de Direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi cremado em Salvador, neste domingo (8), após ser transferido de Porto Velho (RO), onde ocorreu o crime. A liberação foi feita pelo Instituto Médico Legal (IML) da capital rondoniense no sábado (7).
Juliana foi morta a facadas dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), na noite de sexta-feira (6). Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Reprodução/ Redes sociais
De acordo com a Polícia Civil, a professora apresentava perfurações na região do tórax e um ferimento profundo no braço direito. O autor do ataque é o estudante João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, que foi preso em flagrante no local.
Em depoimento, o suspeito afirmou que aguardou o momento em que ficou sozinho com a vítima em uma sala de aula após o encerramento das atividades. Segundo o relato, após uma conversa e discussão, ele desferiu os golpes de faca. A polícia informou que há indícios de premeditação.
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O estudante declarou ainda que mantinha um relacionamento amoroso com a professora havia cerca de três meses e que teria se sentido emocionalmente abalado após perceber um distanciamento por parte dela. A faca utilizada no crime foi localizada e apreendida.
Após o ataque, o suspeito tentou deixar a universidade, mas foi contido por outro aluno, que é policial militar. O PM relatou ter ouvido gritos e barulho vindo da sala e conseguiu imobilizar o agressor até a chegada da polícia.
O estudante foi encaminhado inicialmente a uma unidade de pronto atendimento e, posteriormente, ao Departamento de Flagrantes. No sábado (7), passou por audiência de custódia, quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), ele deverá ser encaminhado ao sistema prisional.
O caso é investigado como feminicídio. A Polícia Civil segue com a análise de aparelhos celulares e a coleta de depoimentos de testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime
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