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Polícia do Senado apura suposto plano de atentado contra Flávio Bolsonaro

Denúncia foi feita por cantor de funk durante entrevista no TikTok

Por: Redação

28/05/202619:04Atualizado

Uma investigação para apurar declarações do funkeiro Misael Rangel da Silva e Souza, conhecido como MC Misa, foi aberta pela Polícia do Senado na terça-feira (26). Durante uma entrevista ao canal Frank Clips, na rede social TikTok, o cantor teria dito haver um plano contra a vida do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, orquestrado pela influenciadora Deolane Bezerra.

O senador Flávio Bolsonaro
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Ele afirmou que a advogada, que está presa por suspeita de associação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), estaria planejando um atentado contra a vida do senador. “O atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com Marcelinho e com a Deolane [...] São situações que a gente, o mundo do funk, sabe tudo”, disse o cantor.

Além disso, ao longo da entrevista MC Misa esclareceu que o “filho” se tratava de Flávio. “Se o Flávio correr risco de ganhar [as eleições], é um desafeto danado, tanto para a esquerda quanto para pessoas que ela [Deolane] carrega junto com ela, entendeu?”, prosseguiu.

O cantor não citou nomes, mas afirmou que políticos estariam envolvidos com o suposto atentado. Com isso, o policial legislativo Bruno Ribeiro Fonseca solicitou a apuração, a partir de informações levantadas pelo setor de inteligência da própria Polícia do Senado, segundo a “CNN Brasil”.

A investigação

O primeiro objetivo da investigação é verificar a veracidade das informações, de acordo com a apuração do jornal.  Se forem encontrados indícios suficientes sobre o suposto atentado, um inquérito pode ser instaurado para aprofundar as investigações e outras autoridades policiais poderão ser acionadas.

Para a defesa de Deolane, as declarações como “absolutamente absurda e irresponsável” e afirmou que vai analisar medidas judiciais cabíveis.

Já o senador Flávio Bolsonaro informou, em nota, que nada vai intimidá-lo ou fazer recuar. “Continuarei firme na defesa dos valores em que acredito. E mantenho minha posição: ou o PCC e o CV se rendem ou deixam o Brasil até janeiro de 2027. Quem insistir em manter suas atividades criminosas será preso ou neutralizado”.