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PF pode realizar acareação por divergência de depoimentos de Vorcaro e Costa

Depoimentos colhidos pela Polícia Federal mostram versões diferentes sobre o Banco Master

Por: Redação

30/12/202519:10Atualizado

As declarações de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), colhidas pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (30), foram contraditórias. Por isso, a possibilidade de uma acareação entre os dois está mais forte na investigação.

Foto PF pode realizar acareação por divergência de depoimentos de Vorcaro e Costa
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A decisão sobre o procedimento caberá à delegada da PF que conduz as oitivas do caso Master. Além de Vorcaro e Costa, o órgão federal ainda deve ouvir Ailton de Aquino, diretor do Banco Central (BC), conforme informações do blog de Luísa Martins, na CNN Brasil.

Os depoimentos foram determinados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e acontecem na sala de audiências da Corte. Durante as oitivas, um representante da Procuradoria-Geral da República (PGR) e um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli acompanham os trabalhos da PF, que colhe as versões separadamente.

Se as declarações se mostrarem conflitantes mais uma vez, a acareação poderá ser feita — a medida já foi autorizada previamente pelo ministro, que depois deixou a decisão a cargo da Polícia Federal. Todo o procedimento é sigiloso, a portas fechadas, por envolver suspeitas de fraudes financeiras bilionárias no processo de liquidação do Banco Master.

Relembre o caso

A investigação do Banco Master começou em 2024, após solicitação do Ministério Público Federal (MPF) para apurar a criação de carteiras de crédito “fantasmas”. Esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, depois de fiscalização do Banco Central, substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada.

Em 18 de novembro deste ano, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio, travando a venda da instituição que havia sido anunciada um dia antes. O banco já chamava atenção pelo modelo de negócios arriscado, baseado na emissão de papéis garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com juros acima do mercado.