Nikolas Ferreira retoma caminhada até Brasília contra prisões do 8 de Janeiro
Deputado protesta contra condenações e cita Bolsonaro durante trajeto de 240 km
Por: Redação
20/01/2026 • 14:49 • Atualizado
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) retomou, na manhã desta terça-feira, 20, a caminhada até Brasília em protesto contra as prisões relacionadas aos atos de 8 de Janeiro e contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O percurso tem cerca de 240 quilômetros e teve início em Paracatu, no interior de Minas Gerais.
A mobilização começou na segunda-feira, 19, em uma cidade próxima à divisa entre Minas Gerais e Goiás. Em publicação nas redes sociais, Nikolas afirmou ter percorrido 36 quilômetros no primeiro dia e indicou que o grupo seguiria com quase 40 quilômetros adicionais nesta terça.
Durante o trajeto, o parlamentar apareceu vestindo uma camiseta branca com a frase “Acorda Brasil”, escrita em batom. Segundo ele, a escolha faz referência a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”, condenada a 14 anos de prisão após pichar a estátua “A Justiça”, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante os atos de 8 de Janeiro.
A caminhada passou a contar com a presença de outros parlamentares. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) se juntou ao grupo e relatou que os participantes dormiram em um posto de combustível durante o percurso. Já o deputado André Fernandes (PL-CE) também participa da mobilização e compartilhou registros da rotina do grupo nas redes sociais.
Ao anunciar o protesto, Nikolas Ferreira afirmou que o país vive uma sequência de crises políticas e judiciais, o que, segundo ele, tem gerado apatia na população. O deputado declarou ainda que esse sentimento atinge parte do Congresso Nacional, diante do que classifica como prisões injustas.
De acordo com o parlamentar, a caminhada tem caráter político e simbólico e busca reagir ao que ele considera tentativas de silenciamento de seus apoiadores. Para Nikolas, mesmo diante de limites institucionais, a mobilização popular continua sendo uma forma legítima de pressão e manifestação política.
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