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Mendonça sinaliza ao governo Lula risco de investigação caso PF retire agentes do STF

Ministro do Supremo é responsável por inquéritos envolvendo o caso Master e INSS

Por: Redação

07/07/202620:29

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça comunicou ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que uma eventual retirada de delegados da Polícia Federal (PF) que atuam na Corte poderia abrir uma nova frente de investigação. Segundo o magistrado, a medida poderia ser interpretada como uma tentativa de obstrução de Justiça.

André Mendonça
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A possibilidade surgiu após o Ministério da Justiça determinar o retorno de mais de cem policiais federais que estavam cedidos a órgãos da administração pública. Conforme a coluna de Malu Gaspar, no portal O GLOBO, o  STF, até o momento, não recebeu o ofício com a solicitação e os agentes continuam exercendo suas funções no tribunal.

Ex-ministro da Justiça durante o governo Jair Bolsonaro, Mendonça é relator de duas investigações consideradas sensíveis no Supremo: o caso envolvendo o banco Master e o processo que apura desvios bilionários em aposentadorias do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os dois inquéritos envolvem diferentes grupos políticos e integrantes da própria Corte.

Atualmente, quatro delegados da PF auxiliam ministros do STF: dois trabalham no gabinete de Mendonça, um com Luiz Fux e outro na equipe de Alexandre de Moraes, responsável  por ações como o inquérito das fake news e a investigação sobre a trama golpista. A Polícia Federal ainda analisa a necessidade de retorno desses servidores.

O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou na última sexta-feira (3), durante café com jornalistas, que a decisão ainda está sendo avaliada pelo Ministério da Justiça. “É uma avaliação que o ministério está fazendo ainda. Por enquanto não há essa definição, até porque há uma necessidade de fazer uma análise da posição estratégica”, apontou.

Investigação do INSS envolve menções a Lulinha

A investigação sobre fraudes no INSS também apura citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. A PF investiga uma possível ligação dele com Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, hipótese que é negada por Lulinha. 

Ainda de acordo a coluna, a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e ex-acionista do banco Credit Suisse, é apontada como peça relevante na apuração e  também foi alvo de medidas autorizadas por Mendonça.