Nos bastidores da corrida presidencial, dois nomes da Bahia passaram a ganhar força como possíveis vices na chapa de Flávio Bolsonaro: o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e a deputada federal Roberta Roma (PL). A informação foi publicada pela jornalista Luísa Marzullo, do O Globo.
A movimentação ocorre após sinais de que a senadora Tereza Cristina (PP) não deve integrar a chapa. Com isso, aliados passaram a mapear alternativas, com foco no Nordeste, região estratégica para ampliar a competitividade eleitoral.
Estratégia mira força regional
A inclusão de nomes baianos faz parte de um plano para fortalecer a presença da candidatura na região, onde o bolsonarismo enfrenta maior resistência. A ideia é apostar em perfis com capilaridade local, capacidade de articulação política e diálogo com diferentes segmentos, incluindo o eleitorado evangélico.
Enquanto Bruno Reis surge como opção com base administrativa e visibilidade à frente da capital baiana, Roberta Roma aparece como alternativa com trânsito no Congresso e alinhamento político ao grupo.
Plano B ganha espaço na campanha
A avaliação interna é que a definição do vice ainda está em aberto, especialmente diante da incerteza envolvendo outros nomes, como Romeu Zema. O cenário levou aliados a ampliarem o leque de possibilidades.
A deputada Roberta Roma, por sua vez, reagiu com cautela à especulação e afirmou que seu foco está na tentativa de reeleição, além de defender que Tereza Cristina ainda seria o nome ideal para compor a chapa.
Outras lideranças também participam das articulações, como Marcelo Queiroga, Rogério Marinho e João Roma, que atuam para ampliar a presença política no Nordeste.