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Tensão cresce entre Israel, Irã e aliados

Aliados do Irã prometem retaliação caso os Estados Unidos intervenham diretamente no conflito

Por: Lorena Bomfim

20/06/202509:08

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Hezbollah será eliminado caso continue a ameaçar o país. A declaração foi uma resposta ao apoio público do líder do grupo libanês, Naim Qassem, ao Irã na guerra contra Israel. Qassem também criticou os Estados Unidos e afirmou que o Hezbollah não permanecerá neutro no conflito.

Imagem das bandeiras de Irã e Israel e mísseis
Foto: Reprodução/ IA

A tensão cresce em meio à ofensiva militar de Israel contra o Irã, iniciada como um "ataque preventivo" para conter o avanço do programa nuclear iraniano. Em reação, Teerã lançou mísseis e drones contra alvos israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu dar continuidade aos ataques e pediu o apoio militar dos EUA para atingir instalações nucleares iranianas.

Qassem também condenou recentes declarações do ex-presidente americano Donald Trump, que sugeriu um ataque ao líder supremo do Irã, classificando a fala como uma agressão a toda a região.

O conflito ganhou novas dimensões com ameaças de grupos aliados ao Irã. A milícia xiita Kataib Hezbollah, integrante das Forças de Mobilização Popular do Iraque (PMF), advertiu que poderá atacar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso o país entre diretamente na guerra. A ameaça foi feita pelo líder de segurança do grupo, Abu Ali al-Askari, nesta quinta-feira (19).

“Reafirmamos, com ainda mais clareza, que, caso os Estados Unidos entrem nesta guerra, o desequilibrado Trump perderá todos os trilhões que sonha em angariar nesta região”, afirmou al-Askari. “Sem dúvida, as bases americanas espalhadas pela região se tornarão semelhantes a campos de caça a patos.”

O Hezbollah e o Kataib Hezbollah são grupos fortemente ligados ao Irã, que continua a mobilizar seus aliados regionais em apoio à ofensiva contra Israel. O apoio declarado do Hezbollah ao regime iraniano reforça os riscos de uma escalada militar mais ampla no Oriente Médio.

Até o momento, Donald Trump não apresentou um plano claro para o conflito, que já dura sete dias. No entanto, ele afirmou que não busca um cessar-fogo, mas sim uma “vitória completa” sobre o Irã.