A última semana de julho será determinante para o futuro das relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O governo do presidente Donald Trump, avalia a aplicação de um tarifaço que pode impor taxas de até 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA a partir do dia 1º de agosto.
Além das tarifas, o cenário inclui a possibilidade de sanções políticas. Entre as medidas em análise está a aplicação da Lei Magnitsky, que pode resultar em cancelamento de vistos e sanções individuais contra autoridades brasileiras, especialmente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e membros do governo federal. A iniciativa seria uma resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
As tarifas comerciais miram setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio (especialmente carne, frutas e suco de laranja). A medida pode gerar impactos bilionários e comprometer a balança comercial brasileira.
Diante do cenário, uma comitiva formada por oito senadores brasileiros está em Washington em missão oficial até o dia 30 de julho. O grupo busca interlocução com parlamentares norte-americanos, representantes do governo e empresários para evitar o agravamento da crise. A missão é vista como uma das últimas tentativas diplomáticas antes da data-limite.
O governo brasileiro também estuda alternativas emergenciais, como subsídios temporários, linhas de crédito especiais e até ações em organismos internacionais. No entanto, especialistas alertam que tais medidas podem elevar o endividamento público e não seriam suficientes para conter os efeitos das sanções e tarifas.
