Rússia e China condenam ataque dos EUA
Moscou e Pequim pedem trégua imediata
Por: Ana Beatriz Fernandez Martinez
22/06/2025 • 12:49
Neste domingo (22), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou os recentes bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã. Em nota oficial, Moscou classificou a ação como uma “decisão irresponsável” e uma grave violação do direito internacional.
As forças norte-americanas atacaram três complexos nucleares iranianos no último sábado (21), em meio ao aumento das tensões entre Teerã e Israel. Segundo a Rússia, o uso de mísseis e bombas em território soberano vai contra os princípios da Carta da ONU e ignora resoluções do Conselho de Segurança.
A China também se manifestou contra os ataques dos EUA, afirmando que eles agravaram ainda mais a instabilidade no Oriente Médio. Por meio de comunicado publicado na rede X (antigo Twitter), Pequim afirmou que as ações violam os propósitos e princípios do direito internacional e se comprometeu a colaborar com outros países na busca por justiça e equilíbrio global.
O ataque americano ocorreu após a ofensiva das Forças de Defesa de Israel, no dia 13 de junho, contra o centro do programa nuclear iraniano e alvos militares na capital Teerã. Em resposta, o Irã realizou bombardeios contra alvos israelenses poucas horas depois, elevando o risco de um conflito regional em larga escala.
Um dos locais atingidos pelos Estados Unidos foi a instalação subterrânea de Fordow, que, segundo dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), possui capacidade para operar até 3 mil centrífugas destinadas ao enriquecimento de urânio.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que viajará a Moscou na próxima segunda-feira (23) para se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin. Araghchi afirmou que os Estados Unidos romperam com a via diplomática e prometeu uma resposta com base no direito do Irã à autodefesa.
Ainda neste domingo, mísseis iranianos atingiram as cidades de Tel Aviv e Haifa, em Israel, como retaliação aos bombardeios norte-americanos.
