Israel e Irã declaram vitória após cessar-fogo
Donald Trump afirmou que os israelenses e os iranianos violaram o acordo momentaneamente
Por: Felipe Santana
25/06/2025 • 09:22
O início do cessar-fogo entre Israel e Irã na madrugada desta terça-feira (24) teve um fato inusitado. Os dois países declararam vitória e também trocaram acusações. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os israelenses e os iranianos violaram o acordo momentaneamente.
Após 12 dias de confronto no Oriente Médio, a trégua foi firmada pelos EUA com apoio do Catar. De acordo com os dois países envolvidos nos conflitos, cerca de mil pessoas morreram e mais de 3 mil ficaram feridas. Vale ressaltar que no fim de semana, o exército americano fez bombardeios nas estruturas nucleares do Irã, o que intensificou o conflito. Na segunda-feira, o regime Iraniano lançou mísseis contra uma base militar dos EUA no Catar.
Com a escalada dos conflitos, Donald Trump afirmou que entraria em contato com os líderes dos governos de Israel e Irã para negociar um cessar-fogo. Ambos anunciaram que aceitaram a proposta. Os dois países divulgaram comunicados internos em que se declararam vitoriosos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou que o país vai responder fortemente a qualquer tipo de violação do cessar-fogo. Em uma mensagem, ele disse que Israel "atingiu seu objetivo de eliminar a ameaça nuclear e de mísseis balísticos do Irã". Um porta-voz do exército de Israel confirmou que o cessar-fogo havia começado, mas alertou que "ainda há risco de perigo".
Após o início do acordo, Israel acusou o Irã de ter disparado três mísseis. Os israelenses responderam com um bombardeio a um radar perto de Teerã. Após uma conversa entre Trump e Netanyahu por telefone, o país não fez novos ataques.
Na madrugada de terça-feira, a imprensa estatal iraniana informou que o país lançou mísseis contra Israel minutos antes do início da trégua. Segundo as Forças Armadas israelenses, o Irã realizou ao menos cinco ataques antes da trégua. O Irã afirmou que o cessar-fogo poderá interrompido caso Israel descumpra o acordo e realize novos ataques.
