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EUA pressionam América Latina por posição sobre o Irã

Declaração ocorre às vésperas da Assembleia da OEA 2025

Por: Victor Hugo

23/06/202518:11Atualizado

Uma funcionária do Departamento de Estado Americano na véspera da assembleia-geral da OEA, afirmou que os países da América Latina e do Caribe deverão escolher "de que lado vão estar" em um conflito envolvendo o Irã, nesta segunda-feira (23). 

Trump
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Antígua e Barbuda sediará a 55ª Assembleia Geral da OEA de 25 a 27 de junho de 2025, em meio a tensões internacionais após os bombardeios dos EUA em usinas nucleares iranianas. Os Estados Unidos estão pressionando a América Latina a se posicionar em relação ao Irã, destacando a relevância do evento.

Paises como a Venezuela, Cuba e Nicarágua, aos quais o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, consideram “inimigos da humanidade”, se solidarizaram com o Irã. Já o Brasil ou a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), da qual fazem parte, entre outros, Bolívia e Antígua e Barbuda, também condenaram os ataques.

O Uruguai demonstrou preocupação com a intervenção em curso, enquanto a presidente do México, Claudia Sheinbaum, fez referência a uma citação do falecido papa Francisco, afirmando que "a guerra representa o maior fracasso da humanidade". Em contraste, a Argentina manifestou apoio aos Estados Unidos.

Durante uma coletiva de imprensa remota realizada nesta segunda-feira, uma representante do Departamento de Estado americano destacou que este é um momento crucial para os países da região decidirem sua posição: se estarão ao lado de um regime acusado de patrocinar o terrorismo ou se adotarão outra postura.

“Cada país tem que tomar uma decisão”, destacou a funcionária em meio a uma ofensiva militar de Israel contra a República Islâmica, visando o declarado objetivo de impedir que o país adquira armas nucleares.