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Brasileira cai em trilha na Indonésia e espera resgate há três dias

Família denuncia lentidão e falta de estrutura das equipes de salvamento

Por: Iago Bacelar

23/06/202510:27

A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, permanece há três dias aguardando resgate após sofrer uma queda em uma trilha próxima ao vulcão Rinjani, localizado na ilha de Lombok, Indonésia. A jovem caiu em um penhasco na sexta-feira (20), durante uma expedição com turistas, e se encontra em uma área de difícil acesso, a cerca de 300 metros abaixo da trilha principal.

Juliana Martins, Brasileira que caiu em vulcão
Foto: Reprodução/Instagram @ajulianamarins

Resgate foi interrompido a 350 metros da jovem

Nesta segunda-feira (23), a família de Juliana informou que a equipe de salvamento recuou antes de alcançar a jovem. O grupo chegou a descer 250 metros, mas suspendeu as operações a 350 metros do local onde ela foi avistada, por conta das condições climáticas adversas na região montanhosa.

“Um dia inteiro e eles avançaram apenas 250 metros abaixo. Faltavam 350 metros para chegar na Juliana e eles recuaram mais uma vez. Mais um dia”, escreveu a família nas redes sociais.

O resgate foi interrompido por volta das 16h no horário local, o que equivale às 5h no horário de Brasília. Segundo os familiares, a instabilidade climática é frequente nesta época do ano, e o governo da Indonésia teria conhecimento dessas variações.

“Eles têm ciência disso e não agilizam o processo de resgate. Lento, sem planejamento, competência e estrutura. Juliana vai passar mais uma noite sem resgate por negligência”, afirmou a família.

Estado de saúde é desconhecido

A situação de saúde de Juliana ainda não foi confirmada. De acordo com os familiares, ela está há três dias sem acesso a água, comida e agasalhos. O último contato visual ocorreu no sábado (21), quando equipes conseguiram fornecer um primeiro socorro com alimentação às 11h no horário de Brasília, equivalente a 22h no horário local.

Apesar do incidente, o Parque Nacional do Monte Rinjani, onde a trilha está localizada, segue aberto ao público. As atividades turísticas continuam normalmente na área, o que gerou novas críticas por parte da família.

Trilha segue ativa e acesso aéreo é difícil

Juliana realizava a trilha do vulcão Rinjani acompanhada de um grupo de turistas que contratou uma empresa local para o passeio. A queda aconteceu por volta das 19h de sexta-feira (20), horário de Brasília. A jovem, que é moradora de Niterói (RJ), escorregou e desceu por uma vala íngreme, parando a aproximadamente 300 metros de onde o grupo se encontrava.

Segundo a família, o ambiente de alta montanha impõe obstáculos naturais que dificultam o acesso por helicópteros e drones, o que compromete a agilidade do salvamento.

Família cobra ação mais eficiente do governo indonésio

A família de Juliana tem utilizado as redes sociais para relatar o andamento da operação e pressionar as autoridades da Indonésia por uma ação mais eficaz. Para os parentes, o país não demonstrou estrutura ou planejamento suficientes para realizar o resgate dentro do tempo adequado.

Mais cedo, os familiares haviam informado que o resgate havia iniciado a descida até o local onde Juliana foi vista, mas a suspensão da operação gerou nova frustração. Ainda não há previsão para a retomada dos trabalhos.