Jerônimo lamenta morte de capitão da PM e pede que caso não seja politizado
Governador afirma que seguirá investindo na segurança e cobra rigor contra o crime
Por: Redação
16/01/2026 • 12:39
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) lamentou, na manhã desta sexta-feira (16), a morte do capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, de 37 anos, baleado durante uma tentativa de assalto na avenida Contorno, em Salvador, na noite de quinta-feira (15). O oficial seguia para uma festa privada quando foi abordado por criminosos.
Durante agenda no Centro Histórico de Salvador, Jerônimo prestou solidariedade à família do policial e à corporação, além de defender que o episódio não seja usado como instrumento de disputa política.
“Queria desejar os meus sentimentos aos familiares e à tropa. Nós não vamos permitir, de forma nenhuma, que em confronto os nossos caiam. Se tiver de cair, que caiam os bandidos”, afirmou o governador, em entrevista à TV Bahia.
Jerônimo também pediu cautela no debate público sobre o caso.
“Não podemos utilizar fatos como este para qualquer manifestação partidária ou política. Estamos tratando de um tema sério, que exige tranquilidade e responsabilidade”, disse.
O governador destacou ainda que, apesar de o capitão não estar em serviço no momento da abordagem, trata-se de um agente do Estado.
“Ele não estava trabalhando, mas é um policial, é um cidadão. Isso exige da gente um esforço ainda maior”, pontuou.
Investimentos na Polícia baiana
Segundo Jerônimo Rodrigues, o governo da Bahia seguirá ampliando os investimentos em segurança pública, incluindo compra de armamentos, viaturas blindadas, coletes balísticos e realização de concursos para reforçar o efetivo policial.
“Minha determinação foi clara, vamos buscar os responsáveis diretos e também quem está por trás. Se houver crime organizado envolvido, nós teremos de encontrar”, afirmou.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que um dos suspeitos, Vitor Souza da Silva, de 22 anos, morreu no local após ser baleado pelo capitão. Ele havia sido colocado em regime aberto após decisão judicial, mesmo estando preso anteriormente no Conjunto Penal de Lauro de Freitas.
Já o segundo suspeito conseguiu fugir e segue sendo procurado pelas forças de segurança.
O capitão Osniésio Pereira Salomão era lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Periperi). Fora da carreira policial, também era conhecido como fundador do Boteco do Salomé, bar tradicional no subúrbio ferroviário de Salvador.
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