Perfis que impulsionaram ataques contra Flávio Bolsonaro são alvo de ação no TSE
Decisão assinada por Kassio Nunes Marques atende a pedido do PL
Por: Redação
29/07/2026 • 16:30 • Atualizado
A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, Facebook e Instagram, terá de armazenar e preservar os dados de perfis apontados pelo Partido Liberal (PL) como responsáveis por impulsionar anúncios contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A determinação foi feita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, em decisão assinada na última sexta-feira (24), no âmbito de um processo que tramita sob sigilo.
A medida atende a um pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo o PL, foram identificadas contas com cerca de 20 a 30 seguidores que, individualmente, teriam investido aproximadamente R$ 200 mil em anúncios direcionados contra o candidato nas plataformas da Meta.
De acordo com os advogados da legenda, o volume de impulsionamentos chamou a atenção por fugir do padrão normalmente observado em campanhas digitais. Ainda segundo o partido, os anúncios teriam sido pagos em diferentes moedas, incluindo reais, dólares e pesos colombianos.
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Na ação apresentada ao TSE, o PL afirma que a estrutura seria composta por perfis "fantasmas", descritos como uma espécie de "milícia digital". Conforme o partido, essas contas eram temporárias, tinham pouca audiência orgânica e eram utilizadas principalmente para impulsionar conteúdo patrocinado.
O levantamento anexado ao processo aponta a existência de 51 páginas com esse perfil. Segundo a legenda, essas contas publicaram, entre março e o fim de junho, 4.607 anúncios patrocinados, que, juntos, alcançaram cerca de 250 milhões de visualizações. As informações são do portal Metrópoles.
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