Adelmo Casé revisita sua história na música
Cantor fala sobre a origem da Negra Cor e comenta mudanças na cena musical brasileira
Por: Domynique Fonseca
17/09/2025 • 14:00 • Atualizado
Na edição do programa Portal Esfera no Rádio, transmitido pela Itapoan FM (97,5), apresentado por Luis Ganem, desta quarta-feira (15), o cantor e compositor Adelmo Casé (@adelmocase), compartilhou lembranças e experiência que transformaram sua carreira.
Autodidata em vários instrumentos, Adelmo destacou que sua principal força artística é a voz, desenvolvida não apenas nos palcos, mas também em gravações publicitárias. “Os jingles que comecei a gravar aos 17 anos foram uma grande escola. Trabalhei com mestres como o jornalista e compositor, Dalmo Medeiros, e isso me deu base para crescer muito como cantor. Aprendi a timbrar a voz, a interpretar, foi como uma faculdade”, relembrou.
Adelmo iniciou uma nova fase ao formar a Negra Cor, em Salvador, o grupo que estreou no final de 2005 no palco do Maria da Praia. O projeto nasceu da paixão pela black music, que já acompanhava o artista desde os tempos em que se apresentava em barzinhos da capital baiana com repertório de MPB. “Sempre inseri Jorge Ben Jor, Tim Maia, Sandra de Sá. Essa foi a semente que levou à mistura de estilos que faço até hoje”, disse.
Durante a entrevista, o cantor também refletiu sobre a cena musical atual e a forma como a linguagem artística se transforma com o tempo. “As letras dos anos 80 e 90 não comunicam mais da mesma forma com o público jovem. A linguagem muda, não é uma questão de evolução, mas de transformação natural. Hoje, artistas do trap, do pop e do indie, como Felipe Ret e Vitão, falam diretamente com essa nova geração. É a linguagem deles, e isso é verdadeiro”, observou.
Adelmo citou ainda nomes da música baiana contemporânea que têm conquistado espaço no Brasil, como Raquel Reis e Luedji Luna, a quem admira pela força poética e originalidade. Também destacou a relevância de grupos como BaianaSystem e ÀTTØØXXÁ, que, assim como a Negra Cor, trazem novas sonoridades a partir de influências afro, eletrônicas e percussivas.
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