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SBT reage após Ludmilla recusar homenagem e denunciar racismo na emissora

Cantora critica espaço dado a Marcão do Povo e cobra posicionamento público

Por: Redação

23/12/202513:52Atualizado

O SBT se manifestou após a cantora Ludmilla recusar um convite de homenagem e afirmar que a emissora “dá voz ao racismo” ao manter Marcão do Povo como apresentador, mesmo diante de acusações feitas por ela. A polêmica ganhou força nas redes sociais e gerou repercussão nacional.

Foto SBT reage após Ludmilla recusar homenagem e denunciar racismo na emissora
Foto: Reprodução/Instagram @ludmilla//Reproduçã/SBT

Em resposta, a emissora enviou uma nota à imprensa afirmando que repudia qualquer forma de discriminação. Segundo o comunicado, o canal não compactua com atitudes ou discursos de cunho racista, nem com manifestações que promovam preconceito ou exclusão.

Críticas públicas e recusa da homenagem

Ao tornar pública a decisão, Ludmilla explicou que não aceitaria ser homenageada enquanto a emissora mantiver espaço para pessoas que, segundo ela, tiveram condutas racistas. Em vídeo publicado no Instagram, a artista foi direta ao justificar a recusa.

“Eu não posso aceitar uma homenagem enquanto essa mesma emissora segue dando voz, dando espaço e respaldo a pessoas convenientes com a atitude racista. Isso é incoerente e inaceitável”, declarou.

Na publicação, a cantora também exibiu um trecho do programa Primeiro Impacto, apresentado por Marcão do Povo, no qual o comunicador agradece a Silvio Santos e à família Abravanel.

Caso antigo e cobrança por justiça

O episódio reacende uma controvérsia de 2017, quando Marcão do Povo utilizou uma expressão racista ao se referir à cantora. À época, Ludmilla entrou com um processo judicial contra o apresentador. Ele, por sua vez, afirma ter sido inocentado das acusações.

Para a artista, no entanto, o debate vai além do desfecho jurídico. Em nova manifestação, Ludmilla destacou que espera um posicionamento mais firme das instituições diante de casos de racismo.

“A maior homenagem para mim, nesse momento, seria justiça. Eu não posso acreditar que esse silêncio seja apoio a uma atitude criminosa”, escreveu.

O episódio segue repercutindo nas redes sociais e reacende discussões sobre racismo na mídia, responsabilidade editorial e o papel das emissoras diante de denúncias públicas envolvendo seus apresentadores