Morte de Lindomar Castilho reacende assassinato de Eliane de Grammont
Crime cometido em 1981 marcou a música brasileira
Por: Redação
20/12/2025 • 13:54 • Atualizado
A morte do cantor Lindomar Castilho, registrada neste sábado (20), trouxe de volta à memória um dos crimes mais chocantes da história da música brasileira. Em 1981, o artista assassinou a ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont, durante uma apresentação ao vivo em São Paulo.
Conhecido como o “Rei do Bolero”, Lindomar foi casado com Eliane entre 1979 e 1981, período em que os dois se conheceram nos bastidores da gravadora RCA e tiveram uma filha, Liliane, responsável por comunicar a morte do pai. À época, relatos apontavam um comportamento possessivo, ciumento e agravado pelo alcoolismo, o que levou a cantora a pedir o desquite após episódios de agressão.
Mesmo separados, a tragédia se consumou no dia 30 de março de 1981, quando Lindomar invadiu o bar Belle Époque, na capital paulista, onde Eliane se apresentava. No auge da carreira, o cantor subiu ao palco e efetuou cinco disparos contra a ex-companheira, que ainda cantava diante do público.
Crime ocorreu durante apresentação ao vivo
No momento do ataque, Eliane de Grammont interpretava a música “João e Maria”, de Chico Buarque, e foi atingida exatamente nos versos “agora era fatal, que o faz de conta terminasse assim”. A motivação do crime teria sido o ciúme do violonista Carlos Randall, primo de Lindomar, que acompanhava a cantora naquela noite.
Ferida gravemente, Eliane morreu a caminho do hospital, aos 26 anos. O cantor tentou fugir, mas foi contido por pessoas que estavam no local. Carlos Randall também foi baleado, sobreviveu e precisou se afastar dos palcos por um período para se recuperar física e emocionalmente.
Filha relembra trauma
Ao anunciar a morte do pai, Liliane, filha do casal, relembrou o impacto do crime que a deixou órfã de mãe ainda criança. Em um desabafo publicado nas redes sociais, ela afirmou que o assassinato destruiu toda uma família:
“Ele é só mais um ser humano que se desviou com sua vaidade e narcisismo. Ao tirar a vida da minha mãe, também morreu em vida. O homem que mata também morre."
Preso em flagrante, Lindomar foi condenado por homicídio em 1984. Ele cumpriu pena em regime fechado até 1986, passou ao semiaberto e deixou a prisão definitivamente em 1996.
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