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Mãe do rapper Oruam é considerada foragida em operação da polícia

Investigação aponta ligação com interesses do Comando Vermelho

Por: Redação

11/03/202611:12Atualizado

A mãe do rapper Oruam é considerada foragida após não ser localizada durante uma operação realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) na manhã desta quarta-feira (11). Márcia Gama é investigada por suspeita de atuar como intermediária em articulações ligadas ao Comando Vermelho (CV).

Foto Mãe do rapper Oruam é considerada foragida em operação da polícia
Foto: Reprodução/Instagram @marciiagama

Segundo a polícia, ela é esposa do traficante Marcinho VP, apontado como um dos principais líderes da facção criminosa. As investigações indicam que Márcia teria atuado fora do sistema prisional na circulação de informações e na mediação de interesses entre integrantes do grupo e pessoas externas.

De acordo com os investigadores, o filho dela, o rapper Oruam, também é procurado pelas autoridades há cerca de um mês.

Durante a operação, agentes prenderam o vereador Salvino Oliveira (PSD) e seis policiais militares. A apuração aponta que o parlamentar teria negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob influência do Comando Vermelho.

Suspeita de troca de favores

Segundo a investigação, em contrapartida à autorização para a campanha, o vereador teria articulado benefícios ao grupo criminoso. Algumas dessas ações teriam sido apresentadas publicamente como iniciativas voltadas à população local.

Entre os exemplos citados pela polícia está a instalação de quiosques na região. A definição de parte dos beneficiários, no entanto, teria sido feita diretamente por integrantes da facção, sem processos públicos de seleção.

Os investigadores avaliam que as negociações buscavam transformar áreas dominadas pelo Comando Vermelho em redutos eleitorais.

Participação de familiares

O inquérito também aponta a participação de outro familiar de Marcinho VP nas articulações investigadas. Um sobrinho do traficante, identificado como Landerson, é citado como possível elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam nas comunidades controladas pelo grupo e pessoas ligadas a atividades econômicas associadas ao CV.

Entre essas atividades estariam serviços, imóveis e outros negócios que, segundo a polícia, poderiam ser utilizados para gerar recursos e ampliar a influência da organização criminosa.

Landerson não foi localizado durante a operação e também é considerado foragido da Justiça. As investigações seguem em andamento.