Após deixar igreja, ex-pastora investe em conteúdo adulto para faturar alto
Dominique Siqueira diz que encontrou liberdade e retorno financeiro nas plataformas
Por: Redação
22/04/2026 • 18:44
A mudança de rumo na vida profissional de uma ex-pastora evangélica tem repercutido nas redes sociais. Aos 32 anos, Dominique Siqueira decidiu sair do ambiente religioso, onde construiu família e liderança espiritual, para atuar como sexóloga, empresária e criadora de conteúdo adulto.
Formada em pedagogia e teologia, ela afirma que a base acadêmica segue presente no novo trabalho, principalmente na abordagem sobre educação sexual. A decisão de se aprofundar no tema, conforme suas palavras, nasceu de uma lacuna vivida na própria infância.
“Eu não tive educação sexual. Não tive uma mãe para perguntar quando eu era criança, para me instruir, então não tinha espaço para falar sobre essas coisas em casa [...] Foi por isso que quis fazer um curso e me aprofundar em sexologia”, relatou.
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Antes da exposição nas plataformas digitais, o primeiro passo fora da igreja ocorreu no empreendedorismo. A criação de um sex shop marcou o início da virada. A escolha também teve relação com experiências pessoais durante o casamento.
“Fiquei 5 anos casada e eu não sabia o que era ter um orgasmo. Eu não explorava o meu próprio corpo [...] Quando eu abri a loja, abri justamente porque eu comecei a usar alguns produtos de sex shop que fizeram muita diferença no meu relacionamento”.
Virada financeira nas plataformas
A entrada na Privacy aconteceu em meio a dificuldades econômicas. O que começou como alternativa para complementar a renda rapidamente se transformou em principal fonte de faturamento. Em apenas dois meses na plataforma, Dominique diz ter ultrapassado os R$30 mil: “Hoje eu consigo ser 100% quem eu sou e ter retorno com isso”, afirmou.
E não parou por aí: além do conteúdo adulto por assinatura, ela utiliza as redes sociais para discutir prazer feminino e o autoconhecimento. Na avaliação da sexóloga, o Brasil ainda enfrenta barreiras culturais quando o assunto é sexo, especialmente entre mulheres.
“Muitas mulheres não se conhecem, não conseguem ter prazer e sentem vergonha de falar sobre isso. Falar sobre sexo ainda é um tabu muito grande. A mãe é ensinada a não falar, a avó é ensinada a não falar e isso vai passando de geração em geração. O meu papel hoje é muito importante na vida das mulheres e na vida dos casais. Falar sobre sexo tem que ser natural, todo mundo deveria falar. Não é um bicho de sete cabeças, todo mundo faz sexo”, completou.
