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Dai Cruz vira personagem em HQ especial da Mônica

Influenciadora baiana faleceu em 2024 aos 31 anos, após uma batalha contra uma doença genética

Por: Victor Hugo

04/06/202517:47Atualizado

A influenciadora baiana Dai Cruz tornou-se personagem de quadrinhos da Turma da Mônica em uma edição especial da revista. Ela faleceu em fevereiro de 2024, aos 31 anos, após uma batalha contra uma doença genética de pele chamada Epidermólise Bolhosa — uma condição rara que fragiliza a pele, fazendo com que surjam feridas e bolhas ao menor atrito. A doença não tem cura e não é infecciosa.

Dai Cruz
Foto: Foto: Reprodução/Instagram / Márcia Piovesan

Dai Cruz era moradora de Jequié, no sudoeste da Bahia, e tinha mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, onde compartilhava sua rotina de cuidados com a doença. No quadrinho, a personagem leva o mesmo nome da influenciadora e se muda para o Bairro do Limoeiro, onde conhece Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali.

Devido aos curativos nos braços da menina, a princípio, todos presumem que ela tenha se machucado em algum acidente. Após ser questionada pelos novos amigos, Dai conta que tem Epidermólise Bolhosa e pede ajuda aos pais para explicar mais sobre a doença.

A ideia do projeto surgiu da ONG Jardim das Borboletas, que presta assistência a pessoas com a doença em todo o Brasil. Nas redes sociais, a presidente da ONG, Aline Teixeira, comemorou a conquista. Segundo ela, a revista ajudará a reduzir o preconceito enfrentado por quem convive com a condição.

"Temos certeza de que essa revista em quadrinhos vai contribuir para a promoção do respeito, da empatia e do combate ao preconceito, à discriminação e ao bullying com quem tem Epidermólise Bolhosa", escreveu.

O quadrinho também traz algumas dicas importantes para crianças que convivem com pessoas que têm a doença. É necessário ter cuidado ao tocá-las, devido à sensibilidade da pele. Apertos de mão e abraços apertados não são recomendados, pois podem causar machucados.

Além disso, quem tem Epidermólise Bolhosa deve seguir uma alimentação regrada, geralmente orientada por um nutricionista. Vale lembrar que a doença não é contagiosa, portanto, não há nenhum problema em brincar com colegas que convivem com essa condição.