Cine Glauber Rocha restringe acesso ao terraço a quem comprar ingresso
Administração explicou que a decisão veio após episódios de depredação do prédio
Por: Redação
12/05/2026 • 15:27 • Atualizado
A gestão do Cine Glauber Rocha, o cinema de rua em funcionamento na Praça Castro Alves, em Salvador, esclareceu, nesta terça-feira (12), que o acesso ao terraço do espaço será limitado a clientes que comprarem ingressos para assistir filmes em cartaz.
Apesar da decisão ter sido tomada há alguns dias, uma nota de esclarecimento foi publicada no perfil oficial do Instagram do equipamento apenas na tarde desta terça, após polêmica entre o público do local. No texto, a gestão do afirmou que “situações de comportamento inadequado e depredação do prédio” nos últimos meses levaram à restrição.
“Além de pias quebradas, lâmpadas furtadas, o que mais doeu foi ver os desenhos de Glauber constantemente danificados. Operamos com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos: as depredações cessaram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor”, declarou o Cine Glauber Rocha.
A nota afirmou ainda que a administração segue atenta e estudando novas formas de ocupar o terraço e reforçou a relevância histórica e cultural do espaço.
Confira o pronunciamento completo:
Operação atual do Cine Glauber Rocha
O Cine Glauber Rocha funciona como cinema desde 1919, mas foi fechado por um período, entre 1998 e 2008. A reforma do espaço ocorreu com capital privado e atualmente o equipamento se mantém com “esforços próprios”, à exceção da lei emergencial Paulo Gustavo, aprovada durante a pandemia de Covid-19 para apoiar o setor cultural brasileiro, segundo a gestão.
Para se manter em atividade, o espaço cultural estabeleceu uma parceria com a Secretarias de Educação e de Cultura da Bahia (Secult) para reverter os valores devidos de aluguel em dois mil ingressos por mês para estudantes da rede pública de ensino.
“O cinema arca com os custos operacionais (luz, água, projeção e distribuidoras), enquanto o Estado providencia o transporte dos alunos. A ação garante o acesso às salas e a devida formação de público”, afirmou.
