Carnaval terá fiscalização rígida e reforço na lista de itens proibidos, diz Semop
Secretário Décio Martins detalha critérios de segurança, treinamento de ambulantes e veto a objetos
Por: Marcos Flávio Nascimento
05/02/2026 • 15:00 • Atualizado
O titular da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Décio Martins, afirmou que a segurança dos foliões é o principal critério para a definição dos itens proibidos nos circuitos do Carnaval de Salvador. Em entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, transmitido pela Rádio Itapoan FM (97,5), o gestor explicou que as restrições seguem normas já consolidadas por decretos e portarias municipais e que a fiscalização será intensificada durante a festa.
Segundo Décio, objetos como garrafas de vidro, espetos pontiagudos e churrasqueiras com braseiro representam risco direto em ambientes de grande concentração de pessoas.
“Quando você proíbe a circulação de vidro, você está procurando proteger as pessoas que estão no circuito”, afirmou.
Ele acrescentou que a retirada de objetos cortantes ou perfurantes segue a mesma lógica, priorizando a integridade física do público e dos próprios trabalhadores.
O secretário destacou que as regras não são recentes e vêm sendo adotadas há mais de uma década. Ainda assim, reconheceu a necessidade de melhorar a comunicação com a população e os ambulantes.
“Talvez até peça para a minha equipe fazer uma lista clara de itens permitidos e proibidos para divulgar no nosso site”, disse, ao mencionar que as informações também podem ser consultadas no site da Sucop.
Treinamento para prática
Décio Martins reforçou que todos os ambulantes credenciados passam por treinamento prévio, no qual recebem as orientações sobre o que pode ou não ser utilizado durante o Carnaval.
“Nós fazemos um grande treinamento e passamos todas as diretrizes para que isso não ocorra. Quando a pessoa adota essa prática, ela já sabe que é proibida”, declarou.
Apesar do rigor, o secretário ressaltou que a intenção da fiscalização não é penalizar trabalhadores de forma indiscriminada.
“A última coisa que nós queremos é descredenciar o ambulante, o pai de família. Mas a gente também tem que coibir práticas ilegais”, pontuou.
Segundo ele, a fiscalização será firme especialmente contra vidro e materiais perfurantes, por serem considerados riscos imediatos em meio à multidão.
Ao final, Décio Martins defendeu que o bom senso deve nortear tanto o poder público quanto os trabalhadores e foliões. “Algo que não vai trazer insegurança para a vida das pessoas é o que deve prevalecer”, concluiu.
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