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Roblox vira palco de protestos por série de episódios polêmicos

Nos últimos meses, o jogo ganhou repercussão por abordar pautas do mundo real

Por: Redação

03/02/202621:00

O Roblox nos últimos meses virou assunto entre os gamers devido ao bloqueio do chat de voz, além das investigações de bailes funk associados à facção carioca Comando Vermelho (CV). No entanto, atualmente, o jogo virou notícia por causa da nova onda entre a plataforma de games online é o debate social nos Estados Unidos.

De acordo com informações divulgadas pelo site Tec Mundo, jogadores usaram servidores de RPG para encenar protestos contra a atuação do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), além de recriar virtualmente operações de imigração vistas no noticiário globalmente.

Para quem entra no jogo, é possível ver algumas manifestações que lembram os incidentes nos Estados Unidos. Durante a rodada, cartazes virtuais e simulações de “batidas” de agentes de imigração ganharam visibilidade nesta semana, especialmente no TikTok. Vídeos dessas encenações acumularam milhões de visualizações e chamaram a atenção para o Roblox como um espaço que vai além do entretenimento.

Roblox
Foto: Divulgação/Roblox


Manifestações no Roblox

Grande parte das simulações acontece em servidores privados do Brookhaven, um dos jogos de roleplaying mais populares do Roblox. Nele, alguns jogadores assumem o papel de agentes do ICE, enquanto outros organizam protestos virtuais, com avatares segurando cartazes contra as políticas de imigração, respeitando, claro, as regras da plataforma sobre linguagem ofensiva.

De acordo com a imprensa norte-americana, esses tipos de protesto digital podem funcionar como uma forma de jovens lidarem com notícias difíceis, além de ajudar as crianças e os adolescentes  a buscar apoio social e expressar emoções diante de temas que afetam diretamente suas comunidades.


Popularização das pautas externas


Além dos movimentos contra o ICE, outro fator tem chamado a atenção nos servidores brasileiros: as festas, de tipo "paredão". Nos registros compartilhados na internet, é possível observar personagens simulando o consumo de drogas e o manuseio de armas de fogo.

Por essa razão, inclusive, a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) iniciou investigação sobre ambientes virtuais na plataforma.