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Comitê Olímpico dos EUA proíbe mulheres trans em competições femininas

Nova diretriz foi incorporada à Política de Segurança do Atleta do comitê

Por: Felipe Santana

24/07/202517:37

O Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) atualizou sua política interna e proibiu a participação de mulheres transgênero em categorias femininas de competições esportivas. A medida atende à ordem executiva 14201, assinada em fevereiro pelo ex-presidente Donald Trump, que determina a limitação da atuação de atletas trans em esportes femininos como condição para o repasse de recursos federais.

EUA
Foto: Fernando Frazão/Agencia Brasil

A nova diretriz foi incorporada à Política de Segurança do Atleta do comitê e orienta que federações esportivas nacionais, como as de natação, atletismo e esgrima, adaptem seus regulamentos. Embora o documento não mencione explicitamente a palavra “transgênero”, estabelece que todas as competições devem garantir “ambientes justos e seguros para as mulheres”, em consonância com a legislação vigente.

Com a decisão, cerca de 50 federações afiliadas ao USOPC precisarão aplicar regras mais rígidas em relação à elegibilidade de atletas trans nas categorias femininas, sob o risco de perderem vínculo com o comitê. A medida afeta clubes, escolas e entidades esportivas desde o nível de base até o alto rendimento.

Essa postura segue a mesma linha adotada por outras entidades nos Estados Unidos. A NCAA, associação que regula o esporte universitário no país, também já havia adotado restrições semelhantes. Além disso, mais de 20 estados americanos aprovaram legislações estaduais que limitam a participação de mulheres trans em equipes femininas, principalmente no ambiente escolar e universitário.

A medida reacende o debate sobre inclusão, equidade e direitos de atletas transgênero nos esportes de alto rendimento, especialmente em um cenário de polarização política nos Estados Unidos. Críticos afirmam que a política reforça a exclusão de uma parcela vulnerável da população, enquanto defensores alegam que ela é necessária para preservar a integridade e a justiça nas competições femininas.